50 melhores – parte 4… falta só mais uma parte
E a embromação continua, dessa vez com posts tendo o mau-humor como tema principal. Sorvam e inebriem-se com essa seleção!
- Sinceros votos – votos de fim de ano, da maneira do PsychoPenguin
- Mataram Roberto Jefferson (e a língua portuguesa também) – Uma prova de como spammers são seres estúpidos, e mais estúpido ainda é quem cai em uma coisa como essas.
- L.A. Woman – DVD do The Doors caquéticos e sem Jim Morrison? Dá nisso aqui.
- Sorria: é carnaval na Bahia – Todo mundo adora o carnaval de Salvador. Inclusive eu. Ao menos me rende posts mau humorados.
- Bem vindo a casa do rock – a casa do rock em Recife que te recepciona com hip-hop.
- Orkut pago? Ah, para com isso! – Alguém lembra quando rolavam essas correntes dizendo que o Orkut seria pago? Essa foi a minha resposta.
- Sinceros Votos, versão 2007 – Mais um post sobre votos de fim de ano. Dessa vez na versão 2007.
- DJ não fala (ou deveria ficar calado enquanto toca) – mais um “causo” de um esparro onde o lugar engana direitinho.
- Arrelia, Carequinha, Fanisco e Joseph Blatter – Toda a verdade sobre a Copa de 2006 na Alemanha.
Agora é só esperar pela última parte, e depois disso vai saber quando atualizo aqui de novo.
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The Piratez strikes back!
Por essa ninguém esperava, e não estou falando do fato de eu postar depois de deixar o blog entregue as moscas… mas eu sou assim mesmo, sumo e volto como se nada acontecido… ninguém dá falta mesmo.
Mas vamos ao que interessa.
Depois de tantas notificações extra-judiciais por parte de grandes corporações, muitas das quais resultando em humilhação pública do acusador, chegou a vez do Pirate Bay, serviço de trackers de torrents, processar grandes nomes da indústria do entretenimento.
Tudo graças ao vazamento de alguns emails da MidiaDefender, empresa contratada para defender os interesses de empresas como EMI, FOX, Sony Pictures, Paramount, entre outros figurões da indústria (fono|cinemato)gráfica.
Essas mensagens continham a prova que comprovavam as suspeitas do Pirate Bay: os grandes selos estavam pagando garotos virgens de 14 anos, com óculos, aparelho dentário, espinhas na cara e que eram humilhados no colégio e com muita vontade de se vingar da humanidade crackers profissionais para que invadissem, sabotassem ou promovessem ataques de negação de serviço contra os trackers do Pirate Bay.
Com isso temos uma total inversão de papéis, onde o mocinho vira bandido e vice-versa.
Isso seria mais ou menos como você ser acusado de ser um serial killer por ter uma camâra frigorífica em seu apartamento e de repente descobrir que o acusador entrou sorrateiramente em seu lar para obter tal informação. Talvez eu esteja levando Dexter muito a sério… A propósito, Dexter também está disponível para baixar através dos trackers do Pirate Bay.
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República dos Capados
Infelizmente não tenho tido tempo para postar.
Então queria apenas me manifestar e dizer que nesse maldito país, não existe um político com culhões. Eles preferem a covardia da sessão secreta.
Resumindo: vergonha nacional!
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Tapete vermelho é a puta que pariu!
Bom, já faz um tempo que não detalho minhas viagens aéreas, até porque as últimas foram mais do mesmo: todos os vôos atrasados, mas nada além disso. Nada de bizarro ou pitoresco. Mas nesse último sábado precisei viajar novamente para Belo Horizonte. Precisava estar no cliente as 8:00 para iniciar uma migração de SAP onde eu iria acompanhar a parte de AIX no processo. Meu vôo estava marcado para sair de Cumbica às 22:50 do sábado, 09 de junho com previsão de chegada em Confins a meia noite..
Como sábado de manhã tinha rolado um nevoeiro dos brabos na região de Guarulhos, o aeroporto ficou fechado por um bom tempo e acumulou um monte de vôo. Já imaginava que o aeroporto estaria uma confusão, mas não seria algo tão bizarro como os fatos que sucederam, bem ao estilo Mundo Gump. Vamos a eles:
21:20 – Chego em GRU, 1 hora e 20 minutos de antecedência para fazer o check-in. 20 minutos a mais que o recomendado para vôos domésticos. Fui procurar alguém da TAM para saber que fila deveria pegar para o vôo de Belo Horizonte (Confins).
-A fila é essa aí.
-Qual? Essa filona toda?
-É. Essa mesma.
-Mas o vôo sai as 22:50.
-Não se preocupe, o vôo está atrasado e não tem hora pra sair, vai dar tempo. Se por acaso a Infraero marcar o horário e o senhor ainda estiver na fila, nós informaremos e passamos o senhor na frente.
-Fazer o quê então…
E lá vou eu para o fim da fila. Ando, ando, ando um monte e nada do fim da fila aparecer. Já estava perdendo as esperanças de achar o fim da fila, quando finalmente encontrei. Me dei conta que estava exatamente em frente ao balcão da TAM. Sim! Isso mesmo, a fila começava no balcão da TAM, passava por toda a asa B, toda a asa C, chegava em frente ao terminal de embarque 2, e então voltava novamente pela asa C e B, até parar em frente ao balcão da TAM de novo.
Pra quem não conhece o aeroporto de Cumbica, a planta dele é mais ou menos assim, como nesse desenho tosco que fiz. O quadradinho vermelho é o balcão da TAM, a linha tracejada é a fila, e a bolinha azul é o final dela, ou seja, onde comecei minha jornada.
Apenas suspiro, enquanto coloco os fones de ouvido para ouvir uma musiquinha para distrair. Trilha sonora de Borat, o hino do Kazaquistão. Impressionante como a música casava com a situação.
22:20 – Uma hora depois, eu ainda estava na curva em frente ao terminal 2, quando a pilha do meu MP3 Player acaba. Na falta do que fazer acabo fazendo amigos-de-fila. Um casal de agentes de viagem voltando pra casa em Salvador, um meteorolista viajando a trabalho no mesmo vôo do casal, que deveria sair as 22:30, e uma menina voltando pra casa em Porto Alegre num vôo que deveria sair as 23:00. Conversamos dos mais diversos assuntos: meteorologia, servidores unix, viagens, grupos de turistas, muambas, crise da varig, possibilidade de overbooking, desvio de dinheiro pela Internet e outras coisas mais interessantes que a prisão de Paris Hilton.
23:20 – Finalmente estava de volta a asa B. De onde estava dava pra ver o painel com os vôos. O meu constava com saída confirmada para 23:40, ou seja, dentro de 20 minutos. Peço a meus amigos-de-fila para tomarem conta de minha bagagem e guardar meu lugar, enquanto eu procuro alguém da TAM para saber como proceder. Nesse momento lembro que Ford Prefect tem razão ao afirmar que os seres humanos tem o estranho hábito de afirmar o óbvio.
-Opa, amigo. Eu estou no vôo das 22:50 para Belo Horizonte, no painel está informando que tem saída confirmada para as 23:40.
-O vôo está atrasado senhor.
-Que tá atrasado eu já sei, isso é óbvio, já tem quase 1 hora que deveria ter saído. Quero saber se ele vai sair realmente as 23:40 como diz o painel.
-Pode ficar tranquilo que o painel tá errado. Pode aguardar na fila.
00:10 – As luzes indicando a última chamada para meu vôo começam a piscar. Vou perguntar de novo pra alguém, dessa vez alguém do próprio balcão.
- Pode voltar pra fila, o painel está errado.
01:00 – A menina que ia pra Porto Alegre foi atendida. Chega a vez do meteorologista. Então é a vez do casal de agentes de viagem. Pela cara deles a coisa não está bonita. De repente só vejo o marido gritando com a atendente:
-Isso é overbooking! Isso é safadeza! Que falta de respeito.
O meteorologista volta para me falar o que eu já sabia, já que ele iria no mesmo vôo do casal. Eles foram realocados para um vôo que deveria sair as 03:30. A menina de Porto Alegre sumiu, talvez ela teve melhor sorte que a gente e teve que sair as pressas para embarcar.
01:20 – Minha vez de ser atendido. Entrego meus documentos e coloco a bagagem na balança. Informo o destino e a funcionária da TAM começa a procurar minha reserva.
- Não estou achando sua reserva senhor. O senhor não teria o número do e-ticket?
- Não.
- E o localizador?
- Também não. Procure direito. Tente Brito/Fabio ao invés de Oliveira/Fabio.
- Já procurei. Espere um pouco, o sistema caiu.
…
- Voltou, pronto. Achei. Olha, eu só tenho vôo para Belo Horizonte saindo as 06:45, fazendo uma conexão no Galeão no Rio de Janeiro, chegando em Confins as 09:35.
OVERBOOKING! Sim, também fui overbookado.
01:40 – De nada adiantou discutir, dizer que precisaria estar no cliente as 08:00 e coisas do tipo. O melhor que poderia ser feito era pegar um vôo direto de GRU que sairia as 08:25 chegando as 09:30. Disse que só aceitava se já deixasse o check-in feito e que a TAM arcasse com minhas despesas de táxi para voltar para casa e depois voltar pro aeroporto.
02:00 – Enquanto meu check-in era feito e os vouchers de táxi emitidos, um cara no balcão ao lado, muito mais indignado que o restante da fila, subiu no balcão e começou a gritar:
- Fico nessa fila a mais de 3 horas pra você me dizer que meu vôo está lotado? A TAM faz uma sacanagem dessas com todo mundo que tá aqui e você me pede calma? Tapete vermelho é a puta que pariu!
Aplausos tomam conta do saguão.
02:10 – Finalmente pego meu cartão de embarque e os vouchers de táxi para poder voltar pra casa. Antes de sair questiono sobre quanto tempo antes devo chegar apenas para despachar a bagagem.
- O horário de embarque é 7:55, pode chegar uns 10 minutos antes, não precisa pegar fila, é só vir direto no balcão.
Finalmente fui pra casa pra tirar um cochilo até as 06:00.
07:05 – Chego de novo no aeroporto. Não levei a sério esse lance dos 10 minutos. Preferi chegar com 50 antes do provavél embarque. Encontro uma fila de despacho-de-bagagem-para-que-sofreu-overbooking-na-madrugada.
07:35 – Até que o despacho de bagagem levou menos tempo do que eu esperava. Sigo para o embarque, que ainda bem não estava tão conturbado. Apenas um raio-x estava operando. Fiz como sempre faço, tiro tudo do bolso, tiro a mochila, coloco tudo na esteira e passo pelo detector de metais. Dessa vez ele apita.
-Deve ser o cinto. – diz um funcionário da Infraero.
Tiro o cinto e passo de novo. Novo apito.
-Tira o sapato.
Tirei e passei de novo, de meias e segurando as calças com as mão para que não caissem, já com medo do bicho apitar de novo. Eu só tinha mais 2 coisas metálicas para tirar: minha aliança e a calça, que tinha o botão metálico. Seria uma cena bem pitoresca: um cara só de cueca e meias em plena entrada da sala de embarque. Só faltava alguma TV filmando tudo por ali. Mas ainda bem que não precisei tirar mais nada além do sapato.
8:00 – Vejo que o embarque vai atrasar, então vou tomar café da manhã, já que estava sem comer desde as 20:00 da noite anterior. Um pão de queijo fuleiro e uma água mineral quente pelos quais paguei R$5,50. Eu devia chegar no cliente nesse momento.
08:10 – O sistema de som anuncia a mudança do portão de embarque para o portão 1A. Os portões 1A, 1B e 1C são aqueles onde tem que se pegar um ônibus para ir até ao avião que está na casa da porra.
08:20 – Começa o embarque no portão 1A, ao ver a fila do portão 1B vejo a menina que iria pra Porto Alegre, ela vem me cumprimentar e diz que também não escapou do overbooking.
08:50 – Já devidamente acomodado no avião, o piloto informa que ainda teremos que esperar mais um pouco pela decolagem, pois ainda faltavam alguns passageiros que estavam penando no raio-x.
09:30 – 2 ônibus chegam com os outros passageiros que estavam no raio-x.
09:50 – Finalmente o avião decola e felizmente o vôo foi tranquilo, sem turbulências ou portas que se abrem.
11:00 – Pouso em confins. Exatamente 11 horas depois do horário de chegada originalmente previsto. Pego o ônibus que sai do aeroporto, que é longe pra caralho, para o centro de Belo Horizonte. Uma hora depois eu chego no cliente. 4 horas depois do horário que deveria chegar.
De forma resumida foi isso: desrespeito com o cliente, muita gente revoltada, atrasos e um pré strip-tease. Como diria o Bender:
-Ainda vou ter minha companhia aérea, com jogos, bebidas e prostitutas. Quer saber? Esqueça a companhia aérea!
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Welcome to Fabulous Teresina

Chega de hipocrisia. Todo mundo sabe que jogos de azar são ilegais no Brasil (exceto as loterias da Caixa), mas mesmo assim todo mundo sonha em ganhar um trocadinho a mais de vez em quando.
Sejam aqueles que fielmente apostam R$1,50 toda quarta e todo sábado na mega-sena, ou aqueles que procuram a banca de jogo do bicho na esquina ao lado, ou ainda as velhinhas que vão aos bingos, não se esquecendo do pinguço que aposta sua últimas moedas em máquinas de caça níqueis em sua bodega favorita para ver se ganha algum trocado extra para comprar mais cachaça.
Pra que toda essa hipocrisia da operação furacão que sai por aí fechando bingos e apreendendo máquinas de caça-níqueis? Não é mais fácil legalizar tudo?
Não precisa liberar geral não. Poderia ser algo parecido com o que aconteceu com Las Vegas em 1931.
Até essa época Las Vegas era apenas um deserto, ponto de passagem de uma das ferrofias federais americanas e tinha uma economia medíocre. Depois que o jogo foi legalizado, Las Vegas se tornou um grande poderio econômico, graças aos doláres provenientes do turismo e dos tributos pagos pelos cassinos.
Podia-se escolher um estado pouco desenvolvido do país e regulamentar que toda a jogatina deveria ficar restrita a ele. Na minha opnião o Piauí, e sua capital Teresina, cairiam como uma luva. O Piauí é um dos estados mais pobres do país, e boa parte de sua economia ainda é baseada no extrativismo. A legalização do jogo seria uma coisa benéfica.
Teriam os investimentos em infra-estrutura, que, ao meu ver, devem ser pagos por quem quiser explorar a região e construir um cassino, um hotel, um hotel-cassino, uma igrejinha para casamentos relâmpagos ou qualquer outro empreendimento desse tipo.
Seriam vários empregos diretos, desde os mais tradicionais já existentes no turismo, como algumas novidades que ainda não existem como crupiês, bookers e artistas imitadores de Raul Seixas.
Ok, eu sei que já existem imitadores de Raul aos montes por aí, mas imitar Raul ainda não pode ser considerado um emprego, assim como é imitar Elvis em Las Vegas.
Tudo poderia ser apostado. Dos jogos mais manjados como roleta, poker, 21, bacará e dados até eventos esportivos como o campeonato brasileiro de futebol e o torneio jacobinense inter-colégios. Também poderíamos apostar em rinhas humanas: boxe, vale-tudo e luta no gel.
Seria bom também para quem precisa casar com urgência e não pode esperar os 3 meses que em geral é o tempo que se leva para casar no Brasil. Basta ir até Teresina e procurar uma capela de casamentos instantâneos.
Mas infelizmente isso nunca daria certo aqui no Brasil. Sempre vai ter um político picareta tentando ganhar unzinho por fora, lavando um dinheirinho aqui, outro acolá.
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Aviação civil, piada nacional
Felizmente minha temporada de viagens a trabalho esse ano ainda não começou, e espero que não comece tão cedo.
Já não bastasse toda a crise que se arrasta desde o ano passado, logo após o acidente da Gol, em que a coisa ficou terrivelmente insuportável, esse ano vem nos brindando com palhaçadas cada vez mais ridículas por parte da Anac e da Infraero.
Chegou o outono, e com ele os nevoeiros, e qual foi a surpresa? O aeroporto de Cumbica em Guarulhos (maior do Brasil e que responde por boa parte dos vôos internacionais), teve que ser fechado algumas vezes durante essa semana tudo porque o equipamento que ajuda os pilotos a pousarem e decolarem com segurança em nevoeiros tinha sido danificado por um raio a duas semanas atrás. Agora vem o mais legal: nos dias em que o aeroporto foi fechado, o equipamento já estava consertado, porém não tinha sido testado ainda. O avião da FAB que faria o teste não pôde ser utilizado porque estava com o trem de pouso quebrado. Mas que porra é essa? A FAB só tem um avião que possa fazer esse teste? Desculpa mais esfarrapada essa…
Além de Cumbica, Congonhas continua sofrendo (pra variar um pouco) com as presepadas que acontecem por lá. Pra quem não sabe, Congonhas é o aeroporto mais movimentado do Brasil.
Congonhas virou a maior piada aeroportuária que se tem notícia. Já não bastasse as pistas capengas, que alagam com uma chuva besta de 30 segundos e fazem o aeporto ser fechado, agora temos animais invadindo a pista.
Semana passada foi um cachorro, e essa semana foi uma pomba… morta. isso mesmo. Uma maldita pomba morta fez o aeroporto fechar por mais de 15 minutos, coisa que se resolveria em menos de 2 caso mandassem alguém dar uma bicuda na infeliz.
O que vai ser amanhã? Um jegue pastando a grama lateral? Um bêbado dormindo? Uma manifestação de sem-terras?
E agora vem o melhor de tudo: com toda essa putaria acontecendo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Pilantras, aprovou mais um imposto sobre as tarifas aerportuárias, visando expandir as linhas deficitárias de companhias regionais. Mais uma alta na carga tributária (que já come pelo menos 4 meses de trabalho), que vai ser desviada por esses porcos. Mas mesmo que eu esteja enganado quanto a isso, financiar expansão de companhias de aviação regionais não só agravaria o problema?
O foda que 1º de abril ainda é no domingo.
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