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This boot is not made for walking

Meu pé direitoSim! Esse pé aí do lado é meu. Dessa vez foi o direito, e como sempre me acidentei da forma mais imbecil possível.

Já dizia a professora de ciências: o corpo se divide em cabeça, tronco e membros. No meu apenas a cabeça e o tronco vivem com uma certa harmonia, e os membros vivem a destoar do restante. É uma tendinite que ataca meu pulso, que às vezes também sofre de uma provavél síndrome de túnel do carpo, ou ainda torções nos tornozelos. Esse ano já torci os 2.

O esquerdo foi a cerca de 6 meses atrás, exatamente no dia do meu casamento. Lá estava eu, saindo de casa com uma das saladas que seriam servidas na festa. Ia descendo a escada, e então uma coisa bem patética acontece: eu erro o passo e saio rolando escada abaixo, ainda tentando salvar a salada. Torci o pé esquerdo no meio do caminho e bati a canela direita no degrau, batida esta que fez uma brocona. Maçan é testemunha.
Ao chegar no médico, optei por não engessar, pois me casaria logo mais tarde, e assumei o risco de ser um noivo-capenga e prometi me comportar.

O direito também foi patético: na última terça, tinha ido com Jana até o veterinário para dar vacina em Maggie e no caminho de volta, piso num buraco na calçada, viro o pé e de quebra bato o joelho esquerdo no chão, tentando não esmagar a cachorrinha durante a queda, já que a mesma estava no meu colo.

Resultado: joelho esquerdo roxo e tornozelo direito do tamanho de uma bola de sinuca. Ganhei uma semana de gesso por isso, junto com um anti-inflamatório que deve ser para cavalos, pois sempre que tomo acabo dormindo rapidinho.

Além desses 2 acidentes que me aconteceram esse ano, também já tive casos em que um botijão de gás caiu no meu pé, ou ainda uma vez que eu estava sentado e minha perna “adormeceu”, então um amigo veio me levantar e com pouca sensibilidade o pé acabou torcendo.

Nunca tive um acidente de forma “grandiosa”, daquelas que a gente pode contar para os netos quando tiver velhinho, como por exemplo uma queda numa disputa de motocross ou tentando bater o record mundial de salto triplo.

Enfim… eu sou tipo um Ulisses das contusões.

5 comments - What do you think?  Posted by psychopenguin - 03/08/2007 at 14:52

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A estranha saga de uma mão esquerda – capítulo dois

Após engessar a mão, nosso herói segue para o metrô e assim poder retornar pra casa.

Então, lá está ele, com a mão esquerda engessada, entrando na estação localizada no bairro oriental.

De repente se deu conta de que guardava o bilhete no bolso esquerdo. A mão direita não alcançava o bolso esquerdo. E a mão esquerda além de idiota estava imobilizada e nãp conseguia entrar no bolso.

Pensou em entrar em desespero e dormir por lá mesmo. Mas ao invés de se desesperar, resolveu ter uma idéia. Uma idéia não muito boa, diga-se de passagem. Mas mesmo assim era melhor que se desesperar e dormir na estação.

Resolveu pedir ajuda. Iria procurar alguém que trabalhasse no metrô e pedir ajuda para tirar o bilhete do bolso. Achou uma funcionária. Hesitou em pedir ajuda… esse tipo de pedido poderia sujar-lhe a reputação. Mas que reputação? Já estava com a mão engessada e já seria motivos da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, ser motivo de um outro constrangimento seria fichinha. Respirou fundo e foi lá:
- Olha… não me leve a mal não… errr… é que acabei de engessar essa mão esquerda, e é… bem… eu precisava voltar pra casa… e… mas meu bilhete está no bolso esquerdo, e a mão não cabe nele… e… e… então eu não tenho como pegar o bilhete… daí eu… bem… eu… eu… preciso de ajuda pra… pra… pra
pegar o bilhete. Pode fazer esse favor pra mim?
- Hahahahaha! Botar a mão no teu bolso? Tá doido? Botar a mão no bolso é problema. Vai que na hora sai uma cobra, que nem aquelas camêras escondidas do Sílvio Santos? Vou fazer o seguinte: vou liberar a catraca, ai você passa. Mas botar a mão no bolso, nem pensar.
- Puxa! Valeu.

A situação tinha sido bastante embaraçosa… ao menos não precisou pagar a passagem.

De agora em diante a história fica chata… muito chata. Portanto o autor decidiu que não vai ter continuação, e vai pular direto pro epílogo e praquela parte que diz que todos foram felizes para sempre.
Na verdade o epílogo é tão chato, que nem vale a pena fazer um post só pra ele.
O que aconteceu foi que ele virou motivo da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, fez um tratamento com um anti-inflamatório fodão, recebeu um conselho de uma massagista cega, se retou e tirou o gesso antes da hora e a mão voltou a doer, comprou uma tala que era mais confortável que o gesso e pronto.

Viu que era chato?

The End (e é o fim mesmo!)

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 31/10/2006 at 21:00

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A estranha saga de uma mão esquerda – capítulo um

Tudo começou quando não conseguiu desligar uma tomada da parede. Mentira. Tinha começado umas duas semanas antes. Mas a tomada foi a gota d’água, não dava mais para adiar. Tinha que ir ao médico ver que diabos acontecia com sua mão esquerda… Esquisito um cara destro reclamar de dores na sua mão débil.

Não que a outra mão tivesse toda a destreza do mundo, mas pelo menos era mais destra que a outra, e desenvolvia muito mais atividades manuais que a canhota, portanto mais suscetível a dar um xilique e doer quando fosse desligar uma tomada.

Mas é óbvio, tinha que ser a mão mais idiota. O que realmente aconteceu ele não sabia. Podia ter dormido por cima da mão, ou ainda tê-la forçado a fazer um esforço maior que o devido. A hipótese de uma punheta estava completamente descartada… a mão era débil demais para isso.

Continuando, ele finalmente foi ao médico ver que diabos tinha na mão:

- Olha dotô, meu problema na verdade são dois. Minha mão esquerda e meu pé direito.
- Vamos começar pela mão. Você é canhoto?
- Não sou destro… e nem vem com a piadinha da punheta mal-batida que acabou acertando a pia, se tiver que engessar essa porra vou ouvir essa merda amanhã o dia todo saindo da boca de sujeitos tão engraçados quanto uma música de Haendel.
- Hein? Não entendi…
- Deixa pra lá… mas é o seguinte: a mão tá doendo… o pulso pra ser mais exato. Dói quando movimenta.
- Ihhhhh meu filho… isso é enconsto.
- Encosto? Mais que diabos de ortopedista é você? Parece mais um pai de santo…
- Ah! Foi mal. Seu problema é tendite. Passe no cara do gesso, bote uma tala e tome esse anti-inflamatório ninja.
- Mas e meu pé?
- Ah é… engessa ele também e toma o anti-inflamatório.
- Vou engessar só a mão mesmo. Valeu!

Então nosso herói (?) foi visitar o cara do gesso… ganhou uma mão engessada e foi pro metrô pra voltar pra casa.

(toca o tema do Robô Gigante a aparece na tela: To be continued…)

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 24/10/2006 at 22:01

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