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Se Charles Bukowski escrevesse Peanuts


Seria mais ou menos assim…

Peanuts é também conhecida no Brasil como “A Turma do Snoopy”.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 19/11/2007 at 09:04

Categories: Aterro Sanitário   Tags: , , , , , , , ,

Valeu a pena esperar?

Depois de passar mais de um mês sem dar as caras, Ulisses finalmente fecha a conta do analista, e para alegria dos seus 3 fãs resolve mostrar seu passado para todos.

Uma aventura de Ulisses versão teen!

Leia lá no Vi da Privada: Uma mente humilhante.

Eram três: Danilo, Frederico e Ulisses, também conhecidos como Cirilo,
da Lua e Ulisses. O Pedreira ainda não existia até esse ponto e Ulisses
era apenas Ulisses. Esse era o trio que sempre tirava a melhor nota nas
feiras de ciências, mas que ninguém fazia questão de chamar para as
festas.

Promoção “Eu também sou Ulisses!”

E então? Você se acha tão loser quanto Ulisses? Essa é a sua chance de mostrar ao mundo que o fundo do poço não é fundo o bastante.

Como participo?

Isso é muito fácil e não requer prática e tampouco habilidade. Basta me contar um pouco da sua triste história e, se eu gostar, te imortalizo no papel de Ulisses.

Eu sei que é constrangedor contar essas coisas para os outros, mas você pode dizer que aconteceu com outra pessoa, como por exemplo o amigo do seu primo.

O que eu ganho com isso?

Nada.

Sério? Eu te ajudo com idéias pro seu personagem e não ganho nada?

Sim!

Na verdade você vai ganhar a imortalidade (metaforicamente), e um sincero muito obrigado de minha parte por ter contribuído. Posso dar um tapinha nas costas também caso a gente se encontre ao vivo.

Ah! Mas eu queria um bonequinho do Ulisses… Mas deixa pra lá. Como faço pra contar minhas aventuras?

Peraí.. eu só pedi idéias e não a história de sua vida. Opa… pedi sim.

Seguinte: faça um relatozinho bonitinho, contando suas peripécias losers, seu comportamento, o comportamento dos outros em relação a você, a idade que você tinha na época, essas coisas, depois mande pro meu email.

Se eu gostar (isso é: ter uma crise de riso), eu pego o seu relato, tento torná-lo mais loser ainda, e dou o papel para Ulisses.

A propósito: não existe bonequinho do Ulisses.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 28/07/2007 at 18:47

Categories: Mera Coincidência, Uncategorized, Vi da Privada   Tags: , , , ,

Charlotte is dead, baby!

spidernot.jpgJá não era sem tempo. Finalmente resolvi matar as aranhas e limpar as teias dessa birosca e voltar a escrever aqui. Até porque se eu deixasse isso aqui de lado mais tempo, as aranhas ficariam gigantes e poderiam matar algum visitante incauto.

As desculpas pela demora por um post de retorno são as mesmas de sempre: falta de tempo livre, preguiça, procrastinação e os outros lenga-lengas de sempre.

Agora vamos as novidades: saí de férias, casei, fui pra lua-de-mel, voltei pra São Paulo e por fim voltei a trabalhar. Isso foi o que me aconteceu nesses ultimos dias. De forma resumida. Os detalhes, como por exemplo, uma queda da escada resultando numa torção no pé esquerdo e uma pereba funda na canela direita, em pleno dia do casamento, serão omitidos. Pelo menos por agora. :D

Além disso, ganhei um ponto… errr um espaço no Selva. Isso quer dizer que a seção Mera Concidência e o blog B-Side vão morrer e o conteúdo que iria para esses lugares agora vão para o Vi da Privada. Esse povo do Selva é realmente sem noção para me oferecer tal coisa. :P

E ainda tem mais: definitivamente não usarei mais o blog para falar mal dos lugares que frequento. Bem também não falarei. Isso agora tá fora do escopo editorial. Doravante isso será publicado no Webodegas, que ainda está em fase de finalização e deverá ter algo útil em breve.

Bem, é isso: PsychoPenguin está de volta a blogosfera… sabe-se lá por mais quanto tempo…

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 14/03/2007 at 15:02

Categories: Aterro Sanitário, É um mundo bizarro, baby   Tags: , , , , , , ,

Look, that guy is on MTV! (ou uma noite em video-clipe)

- Vai pro Inferno! – ela falou.
- Não sei… tô sem saco. – ele respondeu.
- Então tá… você quem sabe. Vou dormir. Fui.

Pensou um pouco, e resolveu ir pro Inferno. Saiu de casa e foi pegar o trem que
o levaria até lá.

Na estação ouve a voz feminina-metálica que diz: “As transferências de linha só
são garantidas para embarques até a meia-noite”. Olhou no relógio… ainda faltavam quinze.

O trem chegou. E ele partiu rumo ao Inferno. Precisou trocar de linha por duas vezes. E a cada mudança os seres ao redor passavam a ficar mais estranhos.

Enfim, chegou na estação final. O Inferno ainda ficava longe… teria uma grande caminhada pela frente. Cogitou em pegar um táxi, afinal os taxistas sabem de tudo o que se passa no caminho para o Inferno. Taxista sabe viver. Desistiu ao lembrar que tinha pouco dinheiro. Foi andando.

A fauna ficava cada vez mais estranha.

Alguém com os cabelos para cima tentava cantarolar algo parecido com Sex Pistols, enquanto outro ser de terno cinza, gravata amarela e um livro preto embaixo do braço dizia que o fim estava próximo, e que um outro cara voltaria para salvar todo mundo.

Se perguntou para onde o cara que voltaria teria ido… talvez comprar cigarros. Preferiu deixar pra lá, queria chegar no Inferno.

Alguém lhe aborda no caminho:

- A fim de uma orgia, amigo?
- Não obrigado.
- Um showzinho erótico então?
- Não. Apenas quero chegar no Inferno. Obrigado.
- Até logo.

Teve vontade de mijar, mas não parou. Continuou andando. Chegou no Inferno. Não tinha nada dizendo que ali era o Inferno, mas sabia que era. O Inferno ficava ao lado de uma padaria. Aproveitou pra mijar antes de entrar. Usou o banheiro da padaria.

Enfim, entrou pro Inferno. Lá tocava rock, que é a música do diabo. O Inferno era um lugar agradável.
Estranhamente ninguém o notou. Pensou se era um fantasma ou algo do tipo. Ou então os outros que eram fantasmas ou algo do tipo.

Ficou por lá até ficar entediado. Então resolveu ir embora.

No caminho ouve uma voz grave dizer:

- A fim de uma mulher diferente bonitão?

Fez que não era com ele e foi andando. Andou mais…

- Do you speak english?
- Yes, but my english is not so good.
- Please, help me. I’ve been robbed. I need directions for my consulate.
- Sorry… I can’t help you.

Leu um pensamento que dizia: “Motherfucker!”.

Seguiu adiante e imaginou se não teria sido a mulher diferente que tinha pego as coisas do aventureiro estrangeiro.

Chegou na estação. Pegou o trem. Chegou em casa. Dormiu. Acordou. Falou com ela:
- Acabei indo pro Inferno ontem.
- E aí?
- É legal, um dia te levo lá.
- E achou a Diabona lá?
- Não sei. Talvez sim. Eu não sei reconhecê-la.
- É fácil. Ela é gostosa e nariguda.
- Tinham várias narigudas lá.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 03/11/2006 at 22:58

Categories: Devaneios sem sentido de uma mente insana, Mera Coincidência   Tags: , , , , , , , , , ,

A estranha saga de uma mão esquerda – capítulo um

Tudo começou quando não conseguiu desligar uma tomada da parede. Mentira. Tinha começado umas duas semanas antes. Mas a tomada foi a gota d’água, não dava mais para adiar. Tinha que ir ao médico ver que diabos acontecia com sua mão esquerda… Esquisito um cara destro reclamar de dores na sua mão débil.

Não que a outra mão tivesse toda a destreza do mundo, mas pelo menos era mais destra que a outra, e desenvolvia muito mais atividades manuais que a canhota, portanto mais suscetível a dar um xilique e doer quando fosse desligar uma tomada.

Mas é óbvio, tinha que ser a mão mais idiota. O que realmente aconteceu ele não sabia. Podia ter dormido por cima da mão, ou ainda tê-la forçado a fazer um esforço maior que o devido. A hipótese de uma punheta estava completamente descartada… a mão era débil demais para isso.

Continuando, ele finalmente foi ao médico ver que diabos tinha na mão:

- Olha dotô, meu problema na verdade são dois. Minha mão esquerda e meu pé direito.
- Vamos começar pela mão. Você é canhoto?
- Não sou destro… e nem vem com a piadinha da punheta mal-batida que acabou acertando a pia, se tiver que engessar essa porra vou ouvir essa merda amanhã o dia todo saindo da boca de sujeitos tão engraçados quanto uma música de Haendel.
- Hein? Não entendi…
- Deixa pra lá… mas é o seguinte: a mão tá doendo… o pulso pra ser mais exato. Dói quando movimenta.
- Ihhhhh meu filho… isso é enconsto.
- Encosto? Mais que diabos de ortopedista é você? Parece mais um pai de santo…
- Ah! Foi mal. Seu problema é tendite. Passe no cara do gesso, bote uma tala e tome esse anti-inflamatório ninja.
- Mas e meu pé?
- Ah é… engessa ele também e toma o anti-inflamatório.
- Vou engessar só a mão mesmo. Valeu!

Então nosso herói (?) foi visitar o cara do gesso… ganhou uma mão engessada e foi pro metrô pra voltar pra casa.

(toca o tema do Robô Gigante a aparece na tela: To be continued…)

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 24/10/2006 at 22:01

Categories: Devaneios sem sentido de uma mente insana, Mera Coincidência, É um mundo bizarro, baby   Tags: , , , , , , , , , , ,

1 Carneirinho, 2 Carneirinhos, 3 Carneirinhos… lá vem a Ovelha Negra

Eu devia estar dormindo… mas não… estou aqui acordado… insone.

A Insônia me acompanha. De vez em quando ela me dá uma folga e me deixa dormir… nas horas em que devia estar acordado.

Desde menino, essa maldita está comigo. Só que naquele tempo ela se disfarçava de monstro, e morava embaixo de minha cama.

Eu tinha medo que o monstro saisse e pegasse no meu pé. Depois descobri que o monstro era a Insônia.

Agora ela não pode mais se disfaçar de monstro e morar embaixo de minha cama. Até porque minha cama é daquela tipo box, então não caberia um monstro embaixo.

Minha cabeça dói. Que ótimo! Alem da companhia de dona Insônia, me bate uma dor de cabeça.

Vou tomar dipirona… pelo menos a dor de cabeça passa.

Certa vez minha mãe me disse que contar carneirinhos ajudava a dormir. Talvez a Insônia não goste de carneiros.

Então lá estava eu, contando meus carneiros, que felizes pulavam a cerca e gritavam béeee.

Meu rebanho já era considerável. Devia ter mais dois mil carneiros. Dois mil e quarenta e sete pra ser mais exato. Então veio uma ovelha negra e esculhambou tudo. Bem que mainha tinha me avisado pra tomar cuidado com a ovelha negra. Ela vem só de sacanagem pra te fazer contar todos os carneiros de novo.

Acho que a Insônia se disfarça de ovelha negra só pra dispersar o resto do rebanho e fazer você contar todos os carneiros de novo. Insônia idiota!

Tem outras coisas que também fazem uma pessoa pegar no sono, como por exemplo, leite quente e cerveja gelada.

Tenho as duas opções disponíveis, mas o leite vou ter que esquentar… fico com a cerveja que já está gelada.

Mas já tomei dipirona pra dor de cabeça…. Ah! Que se foda… Vou tomar a cerveja. O máximo que pode acontecer é eu ficar doidão e ver carneiros psicodélicos.

Bem, a cerveja não me ajudou a dormir, nem me deixou doidão junto com a dipirona… pelo menos ainda não…

Agora tenho a impressão que fiz mal juízo da ovelha negra, talvez seja a cerveja, mas acho que ela não era a Insônia. Na verdade a Insônia era todos os outros carneiros. Que apareciam para me manter acordado, enquanto os contava feito besta.

A ovelha negra era a salvação. Agora entendi o que recado. Ela atrapalhava de propósito para que eu me tocasse e dissesse algo do tipo: “Aos diabos com esses carneiros, vou dormir que ganho mais!”, e assim pudesse dormir tranquilo.

Espero que a ovelha negra aceite minhas desculpas.

Deixa eu tentar expulsar a Insônia, acho que vou apelar pra uma pílula branca do frasco preto. É minha última salvação por hoje.

Odeio carneiros!

UPDATE: esse texto foi publicado no Civilizados, e todos os comentários devem ser feitos por lá.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 20/09/2006 at 03:53

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Fui Publicado!

Meu último texto, que lancei originalmente no Lado B, foi publicado no Civilizados.

Talvez pelo fato de minha muié ser a editora de lá. Mas não pedi nem nada. Ela gostou e quis publicar. :D

Apesar de eu não ter achado lá essas coisas toda (eu quase nunca gosto de meus textos), ela gostou, e outras pessoas também gostaram.

Se tiver curiosidade, olha lá: Os melhores anos de minha vida.

Comenta se gostar… se não gostar comenta assim mesmo. :D

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 10/07/2006 at 20:02

Categories: Devaneios sem sentido de uma mente insana   Tags:

Hoje Não Tem Happy Hour

O dia começa e os pés ainda doem dos dias anteriores. Mas vão sofrer mais um pouco. É isso aí! Superação.

A voz fala, não para um minuto qualquer. Apenas por alguns intervalos de poucos segundos para um copo d’água ou uma borrifada de própolis. A propósito: coisa de zé mané hipocondríaco andar com um frasco de propólis no bolso.

E os pés ainda doem.

Pausa pro almoço. Saco vazio não para em pé. Pelo menos é o que diz o ditado. Mas o que são velhos ditados comparados com a indústria farmacêutica moderna?

Hora de voltar a castigar os pés.

A voz também cansou. Mesmo assim ela não para. Repete tudo que havia sido dito antes. Um gravador cairia bem.

Parece que agora será uma hora feliz. Puro engano, antes da felicidade vem o flagelo da volta. E os pés doem ainda mais.

Os pés se animam, estão perto de se verem livres e terem um merecido descanso. A doce ilusão caí como um castelo de cartas atingido por um peteleco. O descanso foi adiado. Coisas ficaram pendentes. Sorte da voz que agora não tinha nada a ver com o caso.

E os pés praticamente gritam. Nessa horas os pés queriam ser a voz. Mas tinham que continuar. E foram.

Depois voltaram. Agora sim chegara a hora da calmaria. Mas não… tinha que querer dar mais uma volta antes. É só pra olhar… desculpinha mais esfarrapada.

De repente o impulso, e foi… deveria ter sido uma coisa legal.

Enfim os pés se libertam. Mas agora é tarde. Não tem desculpa, nem perdão. Apenas o frio.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 05/05/2006 at 23:33

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