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Ok Ubuntu, eu me rendo!

Ubuntu para todos :)

Quem me conhece sabe que sou usuário Debian já a um longo tempo (depois de passar por Slackware, Conectiva (agora Mandriva) e Red Hat numa época que o Fedora ainda não existia). Porém acredito que chegou a hora de mais uma vez mudar de distro.

Continuo achando o Debian o máximo e admiro muito o seu modelo de desenvolvimento, sendo que cheguei a manter até alguns pacotes e participar do desenvolvimento do Debian-BR-CDD, tendo que largar essas atividades por falta de tempo e de ter outras prioridades na vida.

Gosto de ter um ambiente desktop relativamente atualizado e ao mesmo tempo estável. Ok, eu sei que o Etch saiu a pouco tempo e ainda está fresquinho, mas quanto tempo levaria para que ele se tornasse defasado e eu tivesse que apelar para os repositórios do testing ou do unstable?

Nada contra usar testing e unstable, pelo contrário, é até divertido e desafiador as vezes, e aprendi muito quando algumas coisas quebraram.

Mas chega um momento, que a gente precisa ter um sistema que seja rápido de instalar que esteja razoavelmente atualizado. Isso aconteceu no dia que precisei viajar a trabalho para Belo Horizonte e recebi um laptop da empresa onde trabalho que seria usado no projeto. Precisava instalar Linux nele, juntamente com algumas ferramentas para o trabalho. Eu só tinha em mãos um CD netinstall do Debian Etch e um outro CD contendo o Ubuntu 7.04.

Optei pelo Ubuntu, pois precisava ter a máquina pronta o mais rápido possível. Não podia perder muito tempo fazendo a instalação via Internet.

Muito fácil de instalar. O mesmo CD serve como Live CD e disco de instalação, não tem mais aquele negócio de discos separados. O bom é que enquanto instala, você pode usar o computador para outras atividades.

O particionamento de disco é que ficou meio a desejar. Não tinha como criar LVM nem sistemas de arquivos diferentes do ext3. Mas isso não tira o mérito do instalador.

Depois de instalado, chegou a hora da usabilidade. O Ubuntu simplesmente funciona. Tudo redondinho. Hardware funcionando corretamente e um excelente conjunto de software útil pré-instalado. Alem dos triviais Firefox e Open Office vieram dois softwares que achei sensacional.

O primeiro é o F-Spot, um gerenciador de fotos muito bom, que já usava no Debian, apesar dele não ter vindo instalado por padrão.

O outro, que ainda não conhecia, é o Tomboy, um software para anotações em geral, que permite links entre notas. Muito bom para organizar as idéiais. É o tipo de software que você não vive mais sem ele depois que descobre suas maravilhas.

Do ponto de vista do usuário comum, o Ubuntu me pareceu ser bem mais simples de usar. Poucas atividades precisaram ser feitas no terminal, aliás, acho que essas atividades nem precisariam ser feitas no terminal, devo ter feito assim pelo fato de eu ser um CLI-a-holic. :)

Isso foi apenas no laptop emprestado. Em casa ainda não tinha migrado. Continuava com o Sid. Então o Xorg quebrou depois de um dist-upgrade na última quinta, que fez com que Jana ficasse sem o computador durante o dia todo, pois deixei atualizando durante a noite e saí para trabalhar na sexta de manhã.

À noite eu precisava arrumar o problema. Porém eu precisava de algo um pouco mais estável, e que tivesse atualizações constantes. Isso é uma coisa legal do Ubuntu. A cada 6 meses sai uma versão nova. :)

Não tive dúvidas. Troquei o Debian pelo Ubuntu, ainda mais depois das 3 semanas de experiência em Belo Horizonte.

Resumindo, o Ubuntu é uma distribuição que você pode dizer “Toma, instala e usa isso aqui mãe!”. :P

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 08/05/2007 at 13:09

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Debiano com RHCE

Nessa última sexta-feira, fui fazer algumas provas de certificação na Red Hat a pedido da empresa onde trabalho.

Hoje recebi um um email que dizia:

Congratulations — you are now certified as a Red Hat Certified Engineer!

Ou seja, passei nas provas e agora sou um Engenheiro Certificado Red Hat.

Não, isso não quer dizer que vou passar a preferir Red Hat. Uso e continuarei usando Debian, e continuo achando que ele é superior a qualquer outra distro comercial, inclusive a Red Hat.

Mas de uma coisa é certa: o tipo de prova me fez mudar um pouco o que eu pensava sobre certificações. Ao contrário da LPI, que se alguém conseguir decorar algumas coisas consegue passar, a RHCE é composta de provas práticas, ou seja, se o cara não colocar o treco funcionando não passa. Acredito que esse é um bom modelo para certificações, pois pode provar que se conhece alguma coisa, e não apenas decorou um punhado de comandos e algumas vezes contou o fator sorte ao chutar uma questão de múltipla escolha.

Infelizmente não posso falar das provas aqui no blog (tem que assinar um NDA para fazer), mas digo que as mesmas não são fáceis e que o tempo para se fazer todas as tarefas é curto.

A próposito, meus scores foram:

SECTION I: TROUBLESHOOTING AND SYSTEM MAINTENANCE
RHCE requirements: completion of compulsory items (50 points)
overall section score of 80 or higher
RHCT requirements: completion of compulsory items (50 points)

Compulsory Section I score: 50.0
Non-compulsory Section I score: 50.0
Overall Section I score: 100

SECTION II: INSTALLATION AND CONFIGURATION
RHCE requirements: score of 70 or higher on RHCT components (100 points)
score of 70 or higher on RHCE components (100 points)

RHCT requirement: score of 70 or higher on RHCT components (100 points)

RHCT components score: 100.0
RHCE components score: 85.7

RHCE Certification: PASS

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 20/08/2006 at 02:59

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