Look, that guy is on MTV! (ou uma noite em video-clipe)
- Vai pro Inferno! – ela falou.
- Não sei… tô sem saco. – ele respondeu.
- Então tá… você quem sabe. Vou dormir. Fui.
Pensou um pouco, e resolveu ir pro Inferno. Saiu de casa e foi pegar o trem que
o levaria até lá.
Na estação ouve a voz feminina-metálica que diz: “As transferências de linha só
são garantidas para embarques até a meia-noite”. Olhou no relógio… ainda faltavam quinze.
O trem chegou. E ele partiu rumo ao Inferno. Precisou trocar de linha por duas vezes. E a cada mudança os seres ao redor passavam a ficar mais estranhos.
Enfim, chegou na estação final. O Inferno ainda ficava longe… teria uma grande caminhada pela frente. Cogitou em pegar um táxi, afinal os taxistas sabem de tudo o que se passa no caminho para o Inferno. Taxista sabe viver. Desistiu ao lembrar que tinha pouco dinheiro. Foi andando.
A fauna ficava cada vez mais estranha.
Alguém com os cabelos para cima tentava cantarolar algo parecido com Sex Pistols, enquanto outro ser de terno cinza, gravata amarela e um livro preto embaixo do braço dizia que o fim estava próximo, e que um outro cara voltaria para salvar todo mundo.
Se perguntou para onde o cara que voltaria teria ido… talvez comprar cigarros. Preferiu deixar pra lá, queria chegar no Inferno.
Alguém lhe aborda no caminho:
- A fim de uma orgia, amigo?
- Não obrigado.
- Um showzinho erótico então?
- Não. Apenas quero chegar no Inferno. Obrigado.
- Até logo.
Teve vontade de mijar, mas não parou. Continuou andando. Chegou no Inferno. Não tinha nada dizendo que ali era o Inferno, mas sabia que era. O Inferno ficava ao lado de uma padaria. Aproveitou pra mijar antes de entrar. Usou o banheiro da padaria.
Enfim, entrou pro Inferno. Lá tocava rock, que é a música do diabo. O Inferno era um lugar agradável.
Estranhamente ninguém o notou. Pensou se era um fantasma ou algo do tipo. Ou então os outros que eram fantasmas ou algo do tipo.
Ficou por lá até ficar entediado. Então resolveu ir embora.
No caminho ouve uma voz grave dizer:
- A fim de uma mulher diferente bonitão?
Fez que não era com ele e foi andando. Andou mais…
- Do you speak english?
- Yes, but my english is not so good.
- Please, help me. I’ve been robbed. I need directions for my consulate.
- Sorry… I can’t help you.
Leu um pensamento que dizia: “Motherfucker!”.
Seguiu adiante e imaginou se não teria sido a mulher diferente que tinha pego as coisas do aventureiro estrangeiro.
Chegou na estação. Pegou o trem. Chegou em casa. Dormiu. Acordou. Falou com ela:
- Acabei indo pro Inferno ontem.
- E aí?
- É legal, um dia te levo lá.
- E achou a Diabona lá?
- Não sei. Talvez sim. Eu não sei reconhecê-la.
- É fácil. Ela é gostosa e nariguda.
- Tinham várias narigudas lá.
Categories: Devaneios sem sentido de uma mente insana, Mera Coincidência Tags: bebida, cerveja, drogas, guaraná, insônia, literatura, non-sense, novela, rock, são-paulo, tosco
Jack Bauer deveria me temer!
Bah! Aquele Jack Bauer é uma piada. 24 horas é muita moleza. Eu sim que sou um grande herói. A Fox deveria fazer um seriado pra mim. 72 horas. Ou seja eu sou Jack Bauer vezes 3.
Duvido que ele consiga ficar acordado todo esse tempo. Eu fiquei. E o que eu fiz nesse tempo todo de vigília absoluta? Bem, a grande parte desse tempo eu fiquei trabalhando. Foram 50 horas de trabalho intenso. Em 3 dias trabalhei mais do que minha jornada semanal inteira. Quanto as outras 20 horas eu fiz subir minha média diária de posts aqui no blog, expressei meu mau-humor e minha insatisfação com as correntes de mensagens. Ainda fui no Recife antigo tomar uma e depois peguei um vôo REC-GRU.
Falando em vôo, parece que a aviação civil resolveu fazer as pazes comigo. Foi muito estranho. Não teve um problema sequer com meu vôo dessa vez. É isso mesmo: nada de vôo atrasado, nem fila grande pra fazer check-in, check-in esse que foi realizado a tempo, nada de turbulência, e o avião pousando 10 minutos antes do horário previsto. Pra não dizer que nada aconteceu, houve uma mudança no portão de embarque que era o 11 e passou pro 12, mas isso não comprometeu nada. Isso realmente é muito esquisito, todos os meus últimos vôos tem apresentado problemas (eu esqueci de postar no blog sobre a viagem de ida, mas ele foi um dos mais problemáticos). Acho que tem alguém tentando me pregar uma peça.
Antes de terminar quero fazer uma confissão: não foram 72 horas de verdade. Foram só 71, eu dormi uma hora antes de completar as 72. Contei logo, antes que Vaka me dedurasse. Bem… ainda sou mais eu que Jack Bauer!
Categories: Aterro Sanitário, Devaneios sem sentido de uma mente insana Tags: aeroporto, avião, cansaço, dormir, drogas, guaraná, infraero, mal-humor, non-sense, sono, vôo
Gasolina Mexicana
Ultimamente tenho feito algumas misturas etílicas para ver o que sai. Algumas coisas saem horríveis, porém outras saem incrivelmente ótimas, de agradar ao paladar mesmo.
Algumas delas eu simplesmente esqueci o que misturei. Porém dessa vez eu resolvi postar esse goró novo que acabei de criar e estou bebendo no momento em que escrevo.
Ingredientes:
- 1 dose de tequila
- suco de 2 limões
- 1 dose de extrato de guaraná
- gelo
Modo de preparo:
Coloque a tequila e o suco de limão em um copo e misture. Acrescente o extrato de guaraná. Apenas acrescente, não mexa, isso dá um efeito visual bonito tipo um degradê. Na verdade pode mexer pra misturar, só não vai ficar um drink tão bonito. Por fim complete o copo com gelo e sirva (ou beba você mesmo).
Algumas considerações: a tequila que utilizei foi a Jose Cuervo Clasico, tipo Premium (branca), então se usar uma tequila diferente pode não se ter o resultado esperado.
O sabor é excelente (pelo menos para o meu paladar), além de ser energético por causa do guaraná (por isso o Gasolina no nome).
Pode ser uma boa pedida pra festa da mudança de ano. Ao invés do tradicional champanhe, que tal iniciar o ano novo turbinado com essa aditivo extra?
Agora só volto a postar ano que vem, portanto fica aqui um sincero feliz 2006, que nossos sonhos se realizem, que o Brasil ganhe a copa, que eu fique rico e que o preço da tequila baixe.
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