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PsychoPenguin WebLog

PsychoPenguin não encontra tosqueras. As tosqueras que vêm ao seu encontro!

Isso não é meio óbvio?

Depois de longas 3 semanas trabalhando exaustivamente em Belo Horizonte, de um maldito vôo de volta pra lá de cansativo (se o aeroporto fosse mais perto teria sido um pouco menos penoso), e de um merecido descanso no feriado, estou de volta com a programação não-tão-normal-assim do blog.

A volta não é muito em grande estilo, mas é de uma maneira muito divertida: comentário de notícias do Populares do Terra.

Essa notícia fala de uma descoberta de uma universidade norte-americana que vai agradar muitos homens que já passaram dos 40 (alguns não precisaram nem chegar a isso).

Sim! Estou falando de mais uma solução para a paumolecência, a broxisse, a pipa-do-vovô-não-sobe-mais, ou como preferem os médicos paulistas (o zoista cuida dos zói e os oculistas nunca vão mexer no meu), disfunção erétil.

Além do viagra, do cialis, do levitra, do ovo de codorna, do amendoim, da catuaba, das milagrosas garrafadas, e do tônico revitalizante desenvolvido na banheira do Vovô Simpson, os senhores distintos têm agora mais uma solução para seu problema.
O grande detalhe é que a solução para levantar o defunto é tão óbvia, mas tão obvia, que faz com que grandes laboratórios da indústria farmacêutica se envergonhem e depois se perguntam: por que não pensamos nisso antes?

E então? Alguém imagina qual é esse milagre tão óbvio, que inclusive já foi pregado por Raul Seixas?

Uma maria-mole (sem trocadilhos, ok?) para quem acertar.

É claro que é a aranha… como dizia Raul: “Vem cá mulher deixa de manha, minha cobra quer comer sua aranha.”

Mas claro que não é uma aranha qualquer. Dessa vez valendo um pirulito zorro pra quem acertar qual é a aranha.

Tá na cara que é a aranha armadeira, afinal, armar é com ela mesmo.

Falando sério, o segredo todo está no veneno da aranha armadeira brasileira (Phoneutria nigriventer), que pelo que parece eleva o índice de oxído nítrico no corpo fazendo com que o sujeito picado tenha uma varinha mágica em suas calças. Ah sim, além de ficar de pau duro ele sofrerá uma intensa dor e muito desconforto. Mas isso é o de menos se for comparar com o benefício.

Não demora muito a Pfizer deve começar a criar aranhas armadeiras em cativeiro pra criar algo tipo um Viagra+. Acho que até lá eles devem resolver o problema da intensa dor e do desconforto, provavelmente da maneira mais fácil de se resolver esse mero detalhe: letras miúdas na bula.

Aranha da Pfizer

Amores pinga-pinga*

Tenho acompanhado… hummm acompanhado é muito forte, então tenho apenas visto uma certa muvuca a cerca de um projeto chamado Amores Expressos, cuja idéia é patrocinar viagens internacionais, com dinheiro público diga-se de passagem, para alguns escritores, e estes possam se inspirar para escrever um romance, no sentido de história de amor.

Alessandro Martins tem mais informações sobre o que é exatamente esse tal de Amores Expressos, bem como as reações que esse projeto vem causando.

Sinceramente, acho meio bizarro esse negócio de dinheiro público patrocinar viagens internacionais para criação de novas Sabrinas, Júlias e Biancas. Sim, podem me chamar de limitado e preconceituoso, mas essa é a idéia que tenho de histórias de amor. É coisa pra gente frustrada.

Prefiro muito mais a idéia que Marco Gondim publicou lá no Selva. Amores perversos. A idéia é quase a mesma. As diferenças são o custo mais baixo, deve-se criar um conto de perversão e não se conta com recurso vindo de nenhuma lei de incentivo a cultura.

Porém se mesmo assim o negócio é pagar viagem para escritores, por que não pegar esse dinheiro e usar pra comprar bebidas, cigarros, maconha, chocolates e outras coisas que fazem viajar?

Alguém pode dizer: ahhh mas maconha é ilegal! É fácil: legaliza apenas para uso cultural. :)

* Pra quem não conhece, a expressão pinga-pinga é usada para designar o famoso ônibus comercial que, ao contrário do expresso e do executivo, sai parando em tudo quanto é canto. Se um cachorro levantar a perna pra mijar é capaz do motorista parar.

Charlotte is dead, baby!

spidernot.jpgJá não era sem tempo. Finalmente resolvi matar as aranhas e limpar as teias dessa birosca e voltar a escrever aqui. Até porque se eu deixasse isso aqui de lado mais tempo, as aranhas ficariam gigantes e poderiam matar algum visitante incauto.

As desculpas pela demora por um post de retorno são as mesmas de sempre: falta de tempo livre, preguiça, procrastinação e os outros lenga-lengas de sempre.

Agora vamos as novidades: saí de férias, casei, fui pra lua-de-mel, voltei pra São Paulo e por fim voltei a trabalhar. Isso foi o que me aconteceu nesses ultimos dias. De forma resumida. Os detalhes, como por exemplo, uma queda da escada resultando numa torção no pé esquerdo e uma pereba funda na canela direita, em pleno dia do casamento, serão omitidos. Pelo menos por agora. :D

Além disso, ganhei um ponto… errr um espaço no Selva. Isso quer dizer que a seção Mera Concidência e o blog B-Side vão morrer e o conteúdo que iria para esses lugares agora vão para o Vi da Privada. Esse povo do Selva é realmente sem noção para me oferecer tal coisa. :P

E ainda tem mais: definitivamente não usarei mais o blog para falar mal dos lugares que frequento. Bem também não falarei. Isso agora tá fora do escopo editorial. Doravante isso será publicado no Webodegas, que ainda está em fase de finalização e deverá ter algo útil em breve.

Bem, é isso: PsychoPenguin está de volta a blogosfera… sabe-se lá por mais quanto tempo…

Esse final de semana saí com Maçan e Andressa, e diferentemente da última vez que saí com esses dois, não teve a apresentação do grande show “Le Feu dans le Derrière“.

Naquela noite o destino era parcialmente incerto. Só sabíamos que seria um lugar que tivesse espaço pra dançar e que estivesse localizado nas cercanias de Santo André.

Seguimos então para a rua das Figueiras, que fica numa área onde todas as ruas têm nomes de pés de frutas.

Então paramos em lugar que nos parecia ser o mais legal entre os que tinha na rua. Infelizmente (ou felizmente… vai saber) eu não me lembro do nome do lugar. Uma coisa interessante de lá é que te dão a liberdade de escolher entre pagar entrada ou pagar consumação. Como sei que não sou muito de me comportar, optei pela consumação.

Outra coisa que achei muito bacana, e essa eu achei bacana de verdade, foi o cardápio do lugar. Ao invés daqueles cardápios chatos e sem graça que tem em tudo que é budega, o de lá era um disco de vinil. Um disco de vinil de verdade. No lado A ficavam as bebidas e no lado B as comidas. Ou o contrário. Os preços ficavam na faixa das casas noturnas daqui de São Paulo. Acho que eram ligeiramente mais baratos.

A pista de dança também era legal, tinha uma acústica boa, era acessível por uma porta giratória para impedir que o som escapasse pro lounge e não estava socada de gente. Dava até pra abrir os braços lá dentro.

É… tinha tudo pra ser um lugar bacana.

Na hora que entramos na pista de dança, estava tocando música eletrônica. Ok, não é meu estilo favorito, mas tem algumas coisas que acho legais e tocou algumas músicas que eu até conhecia. Então trocou o DJ… primeiro erro: parar o som para anunciar o novo DJ, que foi apresentado como um especialista em Black Music. Pensei: “Oba! Talvez role um tributo a James Brown, pra compensar essa cagada”.

Puro, mas puríssimo engano. O que começou a tocar era completamente estranho aos meus ouvidos. Fiquei questionando que tipo de Black Music era aquele. Não era Soul, nem Jazz, nem Blues, nem R&B e acho que nem Hip Hop, que apesar de não gostar eu sei identificar. Olhei em volta e as pessoas dançavam e cantavam aquela música estranha e ruim. “What the porra está acontecendo aqui? Será que sou o único que não conhece esse barulho que esse cara-que-se-autointula-DJ-especialista-em-Black-Music chama de música?”

E pra piorar as coisas, de tempos em tempos soava uma buzina de ar, sem propósito nenhum, a não ser irritar as pessoas. Ao menos me irritava, não sei quanto aos outros presentes.

Mas o ponto culminante foi na hora que o DJ pediu (ele já tinha parado o som para falar besteiras outras vezes) para que quem tivesse isqueiro acendesse, caso não tivesse um, poderia ser com o celular mesmo. E o pior de tudo, as pessoas fizeram isso. Nossa… aquilo foi muito patético. Não dava pra continuar mais por ali e voltei pro lounge para observar as pessoas.

Não tive muito trabalho com isso não. Bastava eu escolher uma pessoa qualquer para observar e pronto, já teria observado todos os demais. Parecia que todo mundo tinha saído da mesma forma, só mudava a cor da roupa. Sim… era uma lugar de “gente bonita”, do tipo que fica procurando senha da globo.com para assistir o bbb7.
Mas no final das contas foi uma noite bem divertida, pois eu estava na companhia de pessoas legais.

Pra finalizar deixo uma pergunta: caipirosca ou petit gatêau? ;)

PS: provalmente passe um tempo sem postar, pois essa semana estarei no Rio de Janeiro a trabalho, em seguida irei para Salvador me casar com Jana, e de lá rumarei para Maceió para lua de mel, depois aproveitarei minhas férias para visitar minha família em Jacobina. Então não contem com nenhum post até depois do carnaval. Vou tentar fazer o possível para não ficar tanto tempo sem postar. Mas já deixo o aviso. :D

É tudo verdade… deu até no jornal

Esses dias todo mundo não fala de outra coisa: sexo na praia, Youtube, Cicarelli e censura na Internet.

Parece que nem o Big Brother Brasil, que essa semana estreou uma velha-nova versão na televisão, tem atraído os holofotes do povão.

Mal se vê gente pedindo senha da globo.com para assistir o BBB7.

O bloqueio ao Youtube já acabou, para infelicidade geral da Brasil Telecom e da Telefônica, que tiveram banda sobrando em seus links esses dias. O juiz reponsável por essa decisão acabou voltando atrás. Isso mostra que juízes não são pessoas de palavra e são motivados por motivos excusos e acabam depois desfazendo tudo para não ficar mal na fita. Aposto que se fosse o juiz Snyder nada disso teria acontecido.

Agora, depois disso tudo vem Daniela Cicarelli dizer que não tem nada a ver com o fato e que tudo é culpa do cara que a comeu em águas espanholas.

Graças a tudo isso, surgiu uma campanha de boicote a Cicarelli, porém não faço a menor idéia de como esse boicote será feito. A única coisa que sei dela é que tem um programa na MTV, do qual eu não consigo assistir mais do que 2 minutos (tempo necessário para revirar a casa procurando o controle remoto).

Então me pergunto se o boicote seria a esse programa. Acho bem improvável, pois acredito que ninguém gozando da plenitude de suas faculdades mentais consiga assistir aquilo. Aliás, quem consegue assistir a programação atual da MTV deve ter sérios problemas mentais. Precisa ser muito retardado para dar audiência pra eles no momento.

Nem os clipes da madrugada se salvam. Eles fazem questão de “debiloidar” a coisa, colocando aqueles comparativos que dizem se um nome combina com outro ou não.

Nesse caso realmente não se tem o que boicotar, então não tenho como entrar na campanha. É muito vaga.

E que disso tudo fique uma grande lição: nada de sexo na praia. Agora existem mais coisas para se preocupar do que a areia que invariavelmente acaba entr… err… deixa pra lá. ;)

Sayonara, Gangsters

Sayonara, Gangsters

Esse é o título do livro que terminei de ler na semana passada. Bem, eu devia ter postado isso antes, eu bem que tentei. Mas algumas circunstâncias não ajudaram, como por exemplo meu notebook velho que não funcionava direito. E depois que meu computador novo chegou, alguns outros posts acabaram ganhando prioridade para não perder o momento.

Mas voltando ao assunto… eu reescrevi esse post em 02 de Setembro de 2008, e se você veio até aqui procurando pela resenha de Sayonara, Gangsters saiba que ela foi movida para o Kitnet Babel.

Leia a resenha sobre Sayonara, Gangsters no Kitnet Babel

PsychoPasta, a preferida do Syd

Yeah! De volta com mais uma receita da minha Hell’s Kitchen. Dessa vez é a receita que era a preferida do Syd Barrett quando era vivo.

Só pra se ter uma idéia, os ingredientes principais são cogumelos, semente de papoula e erva. E não esqueça de coca pra acompanhar… bem gelada. ;)

Quem comeu gostou. Maçan classificou como fantástico, sendo que ele é descendente de italianos e entende tudo de macarrão. Silvana achou muito bom, apesar dela estar com ressaca e o paladar alterado. E Ernesto considerou o melhor macarrão que ele comeu em toda a vida, apesar de ter comido requentado.

Devido a legislação brasileira, os ingredientes não foram exatamente os que estavam previamente planejados e acabaram sendo substituídos por equivalentes lícitos, porém ser nenhuma perda de sabor.

Deixemos de lenga-lenga e vamos ao que interessa:

Ingredientes:

  • - Cogumelos in natura (shitake, shimeji branco e preto e champion), aproximadamente umas 2 xícaras de cada tipo. Pra ter uma idéia, pegue 3 ou 4 shitakes grandes, corte e veja a quantidade de cada um deles.
  • - Umas 5 colheres de sopa de semente de papoula desgerminada (vende no supermercado na seção de temperos).
  • - Manjericão (essa é a erva ;)), aproximadamente 1 maço.
  • - 1 caixinha (ou lata) de creme de leite.
  • - 7 dentes de alho.
  • - Aproximadamente 1 xícara de alho-poró picado.
  • - Azeite de oliva para refogar.
  • - Pimenta calabresa e sal a gosto.

Antes de começar o preparo, vamos deixar os ingredientes prontos.

Pique o alho e o alho-poró, misture-os e deixe reservado. Pique também um pouco de manjericão. Corte os cogumelos em pedaços pequenos (aproximadamente do tamanho usado para carnes em strogonoff, acho que pode até ser em pedaços menores).

Cubra o fundo da panela com azeite de oliva e leve em fogo baixo até o azeite esquentar. Quando tiver quente, coloque o alho, o alho poró, a pimenta calabresa e um pouco de sal. Deixe fritar um pouco até o alho ficar dourado e o alho poró ficar escuro.

Em seguida, coloque metade do manjericão e as sementes de papoula e misture bem. Adicione então os cogumelos (todos eles), coloque mais um pouco de sal e misture mais um pouco. Continue misturando por mais uns 4 a 5 minutos, então adicione o restante do manjericão, misture mais um pouquinho e tampe a panela.
Deixe cozinhar com a panela tampada por uns 15 minutos para que os cogumelos comecem a soltar o caldo. Mexa de vez em quando.

Pra finalizar acrescente o creme de leite, e misture bem. Deixe ferver mais um pouco.

Está pronto. Agora é só misturar com o macarrão e comer ao som de Pink Floyd.

- Vai pro Inferno! - ela falou.
- Não sei… tô sem saco. - ele respondeu.
- Então tá… você quem sabe. Vou dormir. Fui.

Pensou um pouco, e resolveu ir pro Inferno. Saiu de casa e foi pegar o trem que
o levaria até lá.

Na estação ouve a voz feminina-metálica que diz: “As transferências de linha só
são garantidas para embarques até a meia-noite”. Olhou no relógio… ainda faltavam quinze.

O trem chegou. E ele partiu rumo ao Inferno. Precisou trocar de linha por duas vezes. E a cada mudança os seres ao redor passavam a ficar mais estranhos.

Enfim, chegou na estação final. O Inferno ainda ficava longe… teria uma grande caminhada pela frente. Cogitou em pegar um táxi, afinal os taxistas sabem de tudo o que se passa no caminho para o Inferno. Taxista sabe viver. Desistiu ao lembrar que tinha pouco dinheiro. Foi andando.

A fauna ficava cada vez mais estranha.

Alguém com os cabelos para cima tentava cantarolar algo parecido com Sex Pistols, enquanto outro ser de terno cinza, gravata amarela e um livro preto embaixo do braço dizia que o fim estava próximo, e que um outro cara voltaria para salvar todo mundo.

Se perguntou para onde o cara que voltaria teria ido… talvez comprar cigarros. Preferiu deixar pra lá, queria chegar no Inferno.

Alguém lhe aborda no caminho:

- A fim de uma orgia, amigo?
- Não obrigado.
- Um showzinho erótico então?
- Não. Apenas quero chegar no Inferno. Obrigado.
- Até logo.

Teve vontade de mijar, mas não parou. Continuou andando. Chegou no Inferno. Não tinha nada dizendo que ali era o Inferno, mas sabia que era. O Inferno ficava ao lado de uma padaria. Aproveitou pra mijar antes de entrar. Usou o banheiro da padaria.

Enfim, entrou pro Inferno. Lá tocava rock, que é a música do diabo. O Inferno era um lugar agradável.
Estranhamente ninguém o notou. Pensou se era um fantasma ou algo do tipo. Ou então os outros que eram fantasmas ou algo do tipo.

Ficou por lá até ficar entediado. Então resolveu ir embora.

No caminho ouve uma voz grave dizer:

- A fim de uma mulher diferente bonitão?

Fez que não era com ele e foi andando. Andou mais…

- Do you speak english?
- Yes, but my english is not so good.
- Please, help me. I’ve been robbed. I need directions for my consulate.
- Sorry… I can’t help you.

Leu um pensamento que dizia: “Motherfucker!”.

Seguiu adiante e imaginou se não teria sido a mulher diferente que tinha pego as coisas do aventureiro estrangeiro.

Chegou na estação. Pegou o trem. Chegou em casa. Dormiu. Acordou. Falou com ela:
- Acabei indo pro Inferno ontem.
- E aí?
- É legal, um dia te levo lá.
- E achou a Diabona lá?
- Não sei. Talvez sim. Eu não sei reconhecê-la.
- É fácil. Ela é gostosa e nariguda.
- Tinham várias narigudas lá.

Após engessar a mão, nosso herói segue para o metrô e assim poder retornar pra casa.

Então, lá está ele, com a mão esquerda engessada, entrando na estação localizada no bairro oriental.

De repente se deu conta de que guardava o bilhete no bolso esquerdo. A mão direita não alcançava o bolso esquerdo. E a mão esquerda além de idiota estava imobilizada e nãp conseguia entrar no bolso.

Pensou em entrar em desespero e dormir por lá mesmo. Mas ao invés de se desesperar, resolveu ter uma idéia. Uma idéia não muito boa, diga-se de passagem. Mas mesmo assim era melhor que se desesperar e dormir na estação.

Resolveu pedir ajuda. Iria procurar alguém que trabalhasse no metrô e pedir ajuda para tirar o bilhete do bolso. Achou uma funcionária. Hesitou em pedir ajuda… esse tipo de pedido poderia sujar-lhe a reputação. Mas que reputação? Já estava com a mão engessada e já seria motivos da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, ser motivo de um outro constrangimento seria fichinha. Respirou fundo e foi lá:
- Olha… não me leve a mal não… errr… é que acabei de engessar essa mão esquerda, e é… bem… eu precisava voltar pra casa… e… mas meu bilhete está no bolso esquerdo, e a mão não cabe nele… e… e… então eu não tenho como pegar o bilhete… daí eu… bem… eu… eu… preciso de ajuda pra… pra… pra
pegar o bilhete. Pode fazer esse favor pra mim?
- Hahahahaha! Botar a mão no teu bolso? Tá doido? Botar a mão no bolso é problema. Vai que na hora sai uma cobra, que nem aquelas camêras escondidas do Sílvio Santos? Vou fazer o seguinte: vou liberar a catraca, ai você passa. Mas botar a mão no bolso, nem pensar.
- Puxa! Valeu.

A situação tinha sido bastante embaraçosa… ao menos não precisou pagar a passagem.

De agora em diante a história fica chata… muito chata. Portanto o autor decidiu que não vai ter continuação, e vai pular direto pro epílogo e praquela parte que diz que todos foram felizes para sempre.
Na verdade o epílogo é tão chato, que nem vale a pena fazer um post só pra ele.
O que aconteceu foi que ele virou motivo da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, fez um tratamento com um anti-inflamatório fodão, recebeu um conselho de uma massagista cega, se retou e tirou o gesso antes da hora e a mão voltou a doer, comprou uma tala que era mais confortável que o gesso e pronto.

Viu que era chato?

The End (e é o fim mesmo!)

O velho moderno

Comprarei uma boina, uma bengala e os óculos para uma vista cansada.

Jogarei damas e gamão.

Reclamarei do tempo e da juventude.

Pegarei filas preferencias no banco e no supermercado.

Dormirei cedo, depois do jornal nacional.
Tomarei remédios…

Pro coração, pro reumatismo, pra pressão, pra depressão.

Falarei que no meu tempo as coisas eram melhores.

Inventarei histórias heróicas para fugir de um passado medíocre.

Cansei dessa vida moderna.

Agora, onde está a minha sopa?