Isso não é meio óbvio?
Depois de longas 3 semanas trabalhando exaustivamente em Belo Horizonte, de um maldito vôo de volta pra lá de cansativo (se o aeroporto fosse mais perto teria sido um pouco menos penoso), e de um merecido descanso no feriado, estou de volta com a programação não-tão-normal-assim do blog.
A volta não é muito em grande estilo, mas é de uma maneira muito divertida: comentário de notícias do Populares do Terra.
Essa notícia fala de uma descoberta de uma universidade norte-americana que vai agradar muitos homens que já passaram dos 40 (alguns não precisaram nem chegar a isso).
Sim! Estou falando de mais uma solução para a paumolecência, a broxisse, a pipa-do-vovô-não-sobe-mais, ou como preferem os médicos paulistas (o zoista cuida dos zói e os oculistas nunca vão mexer no meu), disfunção erétil.
Além do viagra, do cialis, do levitra, do ovo de codorna, do amendoim, da catuaba, das milagrosas garrafadas, e do tônico revitalizante desenvolvido na banheira do Vovô Simpson, os senhores distintos têm agora mais uma solução para seu problema.
O grande detalhe é que a solução para levantar o defunto é tão óbvia, mas tão obvia, que faz com que grandes laboratórios da indústria farmacêutica se envergonhem e depois se perguntam: por que não pensamos nisso antes?
E então? Alguém imagina qual é esse milagre tão óbvio, que inclusive já foi pregado por Raul Seixas?
Uma maria-mole (sem trocadilhos, ok?) para quem acertar.
É claro que é a aranha… como dizia Raul: “Vem cá mulher deixa de manha, minha cobra quer comer sua aranha.”
Mas claro que não é uma aranha qualquer. Dessa vez valendo um pirulito zorro pra quem acertar qual é a aranha.
Tá na cara que é a aranha armadeira, afinal, armar é com ela mesmo.
Falando sério, o segredo todo está no veneno da aranha armadeira brasileira (Phoneutria nigriventer), que pelo que parece eleva o índice de oxído nítrico no corpo fazendo com que o sujeito picado tenha uma varinha mágica em suas calças. Ah sim, além de ficar de pau duro ele sofrerá uma intensa dor e muito desconforto. Mas isso é o de menos se for comparar com o benefício.
Não demora muito a Pfizer deve começar a criar aranhas armadeiras em cativeiro pra criar algo tipo um Viagra+. Acho que até lá eles devem resolver o problema da intensa dor e do desconforto, provavelmente da maneira mais fácil de se resolver esse mero detalhe: letras miúdas na bula.

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Charlotte is dead, baby!
Já não era sem tempo. Finalmente resolvi matar as aranhas e limpar as teias dessa birosca e voltar a escrever aqui. Até porque se eu deixasse isso aqui de lado mais tempo, as aranhas ficariam gigantes e poderiam matar algum visitante incauto.
As desculpas pela demora por um post de retorno são as mesmas de sempre: falta de tempo livre, preguiça, procrastinação e os outros lenga-lengas de sempre.
Agora vamos as novidades: saí de férias, casei, fui pra lua-de-mel, voltei pra São Paulo e por fim voltei a trabalhar. Isso foi o que me aconteceu nesses ultimos dias. De forma resumida. Os detalhes, como por exemplo, uma queda da escada resultando numa torção no pé esquerdo e uma pereba funda na canela direita, em pleno dia do casamento, serão omitidos. Pelo menos por agora.
Além disso, ganhei um ponto… errr um espaço no Selva. Isso quer dizer que a seção Mera Concidência e o blog B-Side vão morrer e o conteúdo que iria para esses lugares agora vão para o Vi da Privada. Esse povo do Selva é realmente sem noção para me oferecer tal coisa.
E ainda tem mais: definitivamente não usarei mais o blog para falar mal dos lugares que frequento. Bem também não falarei. Isso agora tá fora do escopo editorial. Doravante isso será publicado no Webodegas, que ainda está em fase de finalização e deverá ter algo útil em breve.
Bem, é isso: PsychoPenguin está de volta a blogosfera… sabe-se lá por mais quanto tempo…
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DJ não fala (ou deveria ficar calado enquanto toca)
Esse final de semana saí com Maçan e Andressa, e diferentemente da última vez que saí com esses dois, não teve a apresentação do grande show “Le Feu dans le Derrière“.
Naquela noite o destino era parcialmente incerto. Só sabíamos que seria um lugar que tivesse espaço pra dançar e que estivesse localizado nas cercanias de Santo André.
Seguimos então para a rua das Figueiras, que fica numa área onde todas as ruas têm nomes de pés de frutas.
Então paramos em lugar que nos parecia ser o mais legal entre os que tinha na rua. Infelizmente (ou felizmente… vai saber) eu não me lembro do nome do lugar. Uma coisa interessante de lá é que te dão a liberdade de escolher entre pagar entrada ou pagar consumação. Como sei que não sou muito de me comportar, optei pela consumação.
Outra coisa que achei muito bacana, e essa eu achei bacana de verdade, foi o cardápio do lugar. Ao invés daqueles cardápios chatos e sem graça que tem em tudo que é budega, o de lá era um disco de vinil. Um disco de vinil de verdade. No lado A ficavam as bebidas e no lado B as comidas. Ou o contrário. Os preços ficavam na faixa das casas noturnas daqui de São Paulo. Acho que eram ligeiramente mais baratos.
A pista de dança também era legal, tinha uma acústica boa, era acessível por uma porta giratória para impedir que o som escapasse pro lounge e não estava socada de gente. Dava até pra abrir os braços lá dentro.
É… tinha tudo pra ser um lugar bacana.
Na hora que entramos na pista de dança, estava tocando música eletrônica. Ok, não é meu estilo favorito, mas tem algumas coisas que acho legais e tocou algumas músicas que eu até conhecia. Então trocou o DJ… primeiro erro: parar o som para anunciar o novo DJ, que foi apresentado como um especialista em Black Music. Pensei: “Oba! Talvez role um tributo a James Brown, pra compensar essa cagada”.
Puro, mas puríssimo engano. O que começou a tocar era completamente estranho aos meus ouvidos. Fiquei questionando que tipo de Black Music era aquele. Não era Soul, nem Jazz, nem Blues, nem R&B e acho que nem Hip Hop, que apesar de não gostar eu sei identificar. Olhei em volta e as pessoas dançavam e cantavam aquela música estranha e ruim. “What the porra está acontecendo aqui? Será que sou o único que não conhece esse barulho que esse cara-que-se-autointula-DJ-especialista-em-Black-Music chama de música?”
E pra piorar as coisas, de tempos em tempos soava uma buzina de ar, sem propósito nenhum, a não ser irritar as pessoas. Ao menos me irritava, não sei quanto aos outros presentes.
Mas o ponto culminante foi na hora que o DJ pediu (ele já tinha parado o som para falar besteiras outras vezes) para que quem tivesse isqueiro acendesse, caso não tivesse um, poderia ser com o celular mesmo. E o pior de tudo, as pessoas fizeram isso. Nossa… aquilo foi muito patético. Não dava pra continuar mais por ali e voltei pro lounge para observar as pessoas.
Não tive muito trabalho com isso não. Bastava eu escolher uma pessoa qualquer para observar e pronto, já teria observado todos os demais. Parecia que todo mundo tinha saído da mesma forma, só mudava a cor da roupa. Sim… era uma lugar de “gente bonita”, do tipo que fica procurando senha da globo.com para assistir o bbb7.
Mas no final das contas foi uma noite bem divertida, pois eu estava na companhia de pessoas legais.
Pra finalizar deixo uma pergunta: caipirosca ou petit gatêau?
PS: provalmente passe um tempo sem postar, pois essa semana estarei no Rio de Janeiro a trabalho, em seguida irei para Salvador me casar com Jana, e de lá rumarei para Maceió para lua de mel, depois aproveitarei minhas férias para visitar minha família em Jacobina. Então não contem com nenhum post até depois do carnaval. Vou tentar fazer o possível para não ficar tanto tempo sem postar. Mas já deixo o aviso.
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É tudo verdade… deu até no jornal
Esses dias todo mundo não fala de outra coisa: sexo na praia, Youtube, Cicarelli e censura na Internet.
Parece que nem o Big Brother Brasil, que essa semana estreou uma velha-nova versão na televisão, tem atraído os holofotes do povão.
Mal se vê gente pedindo senha da globo.com para assistir o BBB7.
O bloqueio ao Youtube já acabou, para infelicidade geral da Brasil Telecom e da Telefônica, que tiveram banda sobrando em seus links esses dias. O juiz reponsável por essa decisão acabou voltando atrás. Isso mostra que juízes não são pessoas de palavra e são motivados por motivos excusos e acabam depois desfazendo tudo para não ficar mal na fita. Aposto que se fosse o juiz Snyder nada disso teria acontecido.
Agora, depois disso tudo vem Daniela Cicarelli dizer que não tem nada a ver com o fato e que tudo é culpa do cara que a comeu em águas espanholas.
Graças a tudo isso, surgiu uma campanha de boicote a Cicarelli, porém não faço a menor idéia de como esse boicote será feito. A única coisa que sei dela é que tem um programa na MTV, do qual eu não consigo assistir mais do que 2 minutos (tempo necessário para revirar a casa procurando o controle remoto).
Então me pergunto se o boicote seria a esse programa. Acho bem improvável, pois acredito que ninguém gozando da plenitude de suas faculdades mentais consiga assistir aquilo. Aliás, quem consegue assistir a programação atual da MTV deve ter sérios problemas mentais. Precisa ser muito retardado para dar audiência pra eles no momento.
Nem os clipes da madrugada se salvam. Eles fazem questão de “debiloidar” a coisa, colocando aqueles comparativos que dizem se um nome combina com outro ou não.
Nesse caso realmente não se tem o que boicotar, então não tenho como entrar na campanha. É muito vaga.
E que disso tudo fique uma grande lição: nada de sexo na praia. Agora existem mais coisas para se preocupar do que a areia que invariavelmente acaba entr… err… deixa pra lá.
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PsychoPasta, a preferida do Syd
Yeah! De volta com mais uma receita da minha Hell’s Kitchen. Dessa vez é a receita que era a preferida do Syd Barrett quando era vivo.
Só pra se ter uma idéia, os ingredientes principais são cogumelos, semente de papoula e erva. E não esqueça de coca pra acompanhar… bem gelada.
Quem comeu gostou. Maçan classificou como fantástico, sendo que ele é descendente de italianos e entende tudo de macarrão. Silvana achou muito bom, apesar dela estar com ressaca e o paladar alterado. E Ernesto considerou o melhor macarrão que ele comeu em toda a vida, apesar de ter comido requentado.
Devido a legislação brasileira, os ingredientes não foram exatamente os que estavam previamente planejados e acabaram sendo substituídos por equivalentes lícitos, porém ser nenhuma perda de sabor.
Deixemos de lenga-lenga e vamos ao que interessa:
Ingredientes:
- - Cogumelos in natura (shitake, shimeji branco e preto e champion), aproximadamente umas 2 xícaras de cada tipo. Pra ter uma idéia, pegue 3 ou 4 shitakes grandes, corte e veja a quantidade de cada um deles.
- - Umas 5 colheres de sopa de semente de papoula desgerminada (vende no supermercado na seção de temperos).
- - Manjericão (essa é a erva
), aproximadamente 1 maço. - - 1 caixinha (ou lata) de creme de leite.
- - 7 dentes de alho.
- - Aproximadamente 1 xícara de alho-poró picado.
- - Azeite de oliva para refogar.
- - Pimenta calabresa e sal a gosto.
Antes de começar o preparo, vamos deixar os ingredientes prontos.
Pique o alho e o alho-poró, misture-os e deixe reservado. Pique também um pouco de manjericão. Corte os cogumelos em pedaços pequenos (aproximadamente do tamanho usado para carnes em strogonoff, acho que pode até ser em pedaços menores).
Cubra o fundo da panela com azeite de oliva e leve em fogo baixo até o azeite esquentar. Quando tiver quente, coloque o alho, o alho poró, a pimenta calabresa e um pouco de sal. Deixe fritar um pouco até o alho ficar dourado e o alho poró ficar escuro.
Em seguida, coloque metade do manjericão e as sementes de papoula e misture bem. Adicione então os cogumelos (todos eles), coloque mais um pouco de sal e misture mais um pouco. Continue misturando por mais uns 4 a 5 minutos, então adicione o restante do manjericão, misture mais um pouquinho e tampe a panela.
Deixe cozinhar com a panela tampada por uns 15 minutos para que os cogumelos comecem a soltar o caldo. Mexa de vez em quando.
Pra finalizar acrescente o creme de leite, e misture bem. Deixe ferver mais um pouco.
Está pronto. Agora é só misturar com o macarrão e comer ao som de Pink Floyd.
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Look, that guy is on MTV! (ou uma noite em video-clipe)
- Vai pro Inferno! – ela falou.
- Não sei… tô sem saco. – ele respondeu.
- Então tá… você quem sabe. Vou dormir. Fui.
Pensou um pouco, e resolveu ir pro Inferno. Saiu de casa e foi pegar o trem que
o levaria até lá.
Na estação ouve a voz feminina-metálica que diz: “As transferências de linha só
são garantidas para embarques até a meia-noite”. Olhou no relógio… ainda faltavam quinze.
O trem chegou. E ele partiu rumo ao Inferno. Precisou trocar de linha por duas vezes. E a cada mudança os seres ao redor passavam a ficar mais estranhos.
Enfim, chegou na estação final. O Inferno ainda ficava longe… teria uma grande caminhada pela frente. Cogitou em pegar um táxi, afinal os taxistas sabem de tudo o que se passa no caminho para o Inferno. Taxista sabe viver. Desistiu ao lembrar que tinha pouco dinheiro. Foi andando.
A fauna ficava cada vez mais estranha.
Alguém com os cabelos para cima tentava cantarolar algo parecido com Sex Pistols, enquanto outro ser de terno cinza, gravata amarela e um livro preto embaixo do braço dizia que o fim estava próximo, e que um outro cara voltaria para salvar todo mundo.
Se perguntou para onde o cara que voltaria teria ido… talvez comprar cigarros. Preferiu deixar pra lá, queria chegar no Inferno.
Alguém lhe aborda no caminho:
- A fim de uma orgia, amigo?
- Não obrigado.
- Um showzinho erótico então?
- Não. Apenas quero chegar no Inferno. Obrigado.
- Até logo.
Teve vontade de mijar, mas não parou. Continuou andando. Chegou no Inferno. Não tinha nada dizendo que ali era o Inferno, mas sabia que era. O Inferno ficava ao lado de uma padaria. Aproveitou pra mijar antes de entrar. Usou o banheiro da padaria.
Enfim, entrou pro Inferno. Lá tocava rock, que é a música do diabo. O Inferno era um lugar agradável.
Estranhamente ninguém o notou. Pensou se era um fantasma ou algo do tipo. Ou então os outros que eram fantasmas ou algo do tipo.
Ficou por lá até ficar entediado. Então resolveu ir embora.
No caminho ouve uma voz grave dizer:
- A fim de uma mulher diferente bonitão?
Fez que não era com ele e foi andando. Andou mais…
- Do you speak english?
- Yes, but my english is not so good.
- Please, help me. I’ve been robbed. I need directions for my consulate.
- Sorry… I can’t help you.
Leu um pensamento que dizia: “Motherfucker!”.
Seguiu adiante e imaginou se não teria sido a mulher diferente que tinha pego as coisas do aventureiro estrangeiro.
Chegou na estação. Pegou o trem. Chegou em casa. Dormiu. Acordou. Falou com ela:
- Acabei indo pro Inferno ontem.
- E aí?
- É legal, um dia te levo lá.
- E achou a Diabona lá?
- Não sei. Talvez sim. Eu não sei reconhecê-la.
- É fácil. Ela é gostosa e nariguda.
- Tinham várias narigudas lá.
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A estranha saga de uma mão esquerda – capítulo dois
Após engessar a mão, nosso herói segue para o metrô e assim poder retornar pra casa.
Então, lá está ele, com a mão esquerda engessada, entrando na estação localizada no bairro oriental.
De repente se deu conta de que guardava o bilhete no bolso esquerdo. A mão direita não alcançava o bolso esquerdo. E a mão esquerda além de idiota estava imobilizada e nãp conseguia entrar no bolso.
Pensou em entrar em desespero e dormir por lá mesmo. Mas ao invés de se desesperar, resolveu ter uma idéia. Uma idéia não muito boa, diga-se de passagem. Mas mesmo assim era melhor que se desesperar e dormir na estação.
Resolveu pedir ajuda. Iria procurar alguém que trabalhasse no metrô e pedir ajuda para tirar o bilhete do bolso. Achou uma funcionária. Hesitou em pedir ajuda… esse tipo de pedido poderia sujar-lhe a reputação. Mas que reputação? Já estava com a mão engessada e já seria motivos da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, ser motivo de um outro constrangimento seria fichinha. Respirou fundo e foi lá:
- Olha… não me leve a mal não… errr… é que acabei de engessar essa mão esquerda, e é… bem… eu precisava voltar pra casa… e… mas meu bilhete está no bolso esquerdo, e a mão não cabe nele… e… e… então eu não tenho como pegar o bilhete… daí eu… bem… eu… eu… preciso de ajuda pra… pra… pra
pegar o bilhete. Pode fazer esse favor pra mim?
- Hahahahaha! Botar a mão no teu bolso? Tá doido? Botar a mão no bolso é problema. Vai que na hora sai uma cobra, que nem aquelas camêras escondidas do Sílvio Santos? Vou fazer o seguinte: vou liberar a catraca, ai você passa. Mas botar a mão no bolso, nem pensar.
- Puxa! Valeu.
A situação tinha sido bastante embaraçosa… ao menos não precisou pagar a passagem.
De agora em diante a história fica chata… muito chata. Portanto o autor decidiu que não vai ter continuação, e vai pular direto pro epílogo e praquela parte que diz que todos foram felizes para sempre.
Na verdade o epílogo é tão chato, que nem vale a pena fazer um post só pra ele.
O que aconteceu foi que ele virou motivo da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, fez um tratamento com um anti-inflamatório fodão, recebeu um conselho de uma massagista cega, se retou e tirou o gesso antes da hora e a mão voltou a doer, comprou uma tala que era mais confortável que o gesso e pronto.
Viu que era chato?
The End (e é o fim mesmo!)
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A estranha saga de uma mão esquerda – capítulo um
Tudo começou quando não conseguiu desligar uma tomada da parede. Mentira. Tinha começado umas duas semanas antes. Mas a tomada foi a gota d’água, não dava mais para adiar. Tinha que ir ao médico ver que diabos acontecia com sua mão esquerda… Esquisito um cara destro reclamar de dores na sua mão débil.
Não que a outra mão tivesse toda a destreza do mundo, mas pelo menos era mais destra que a outra, e desenvolvia muito mais atividades manuais que a canhota, portanto mais suscetível a dar um xilique e doer quando fosse desligar uma tomada.
Mas é óbvio, tinha que ser a mão mais idiota. O que realmente aconteceu ele não sabia. Podia ter dormido por cima da mão, ou ainda tê-la forçado a fazer um esforço maior que o devido. A hipótese de uma punheta estava completamente descartada… a mão era débil demais para isso.
Continuando, ele finalmente foi ao médico ver que diabos tinha na mão:
- Olha dotô, meu problema na verdade são dois. Minha mão esquerda e meu pé direito.
- Vamos começar pela mão. Você é canhoto?
- Não sou destro… e nem vem com a piadinha da punheta mal-batida que acabou acertando a pia, se tiver que engessar essa porra vou ouvir essa merda amanhã o dia todo saindo da boca de sujeitos tão engraçados quanto uma música de Haendel.
- Hein? Não entendi…
- Deixa pra lá… mas é o seguinte: a mão tá doendo… o pulso pra ser mais exato. Dói quando movimenta.
- Ihhhhh meu filho… isso é enconsto.
- Encosto? Mais que diabos de ortopedista é você? Parece mais um pai de santo…
- Ah! Foi mal. Seu problema é tendite. Passe no cara do gesso, bote uma tala e tome esse anti-inflamatório ninja.
- Mas e meu pé?
- Ah é… engessa ele também e toma o anti-inflamatório.
- Vou engessar só a mão mesmo. Valeu!
Então nosso herói (?) foi visitar o cara do gesso… ganhou uma mão engessada e foi pro metrô pra voltar pra casa.
(toca o tema do Robô Gigante a aparece na tela: To be continued…)
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1 Carneirinho, 2 Carneirinhos, 3 Carneirinhos… lá vem a Ovelha Negra
Eu devia estar dormindo… mas não… estou aqui acordado… insone.
A Insônia me acompanha. De vez em quando ela me dá uma folga e me deixa dormir… nas horas em que devia estar acordado.
Desde menino, essa maldita está comigo. Só que naquele tempo ela se disfarçava de monstro, e morava embaixo de minha cama.
Eu tinha medo que o monstro saisse e pegasse no meu pé. Depois descobri que o monstro era a Insônia.
Agora ela não pode mais se disfaçar de monstro e morar embaixo de minha cama. Até porque minha cama é daquela tipo box, então não caberia um monstro embaixo.
Minha cabeça dói. Que ótimo! Alem da companhia de dona Insônia, me bate uma dor de cabeça.
Vou tomar dipirona… pelo menos a dor de cabeça passa.
Certa vez minha mãe me disse que contar carneirinhos ajudava a dormir. Talvez a Insônia não goste de carneiros.
Então lá estava eu, contando meus carneiros, que felizes pulavam a cerca e gritavam béeee.
Meu rebanho já era considerável. Devia ter mais dois mil carneiros. Dois mil e quarenta e sete pra ser mais exato. Então veio uma ovelha negra e esculhambou tudo. Bem que mainha tinha me avisado pra tomar cuidado com a ovelha negra. Ela vem só de sacanagem pra te fazer contar todos os carneiros de novo.
Acho que a Insônia se disfarça de ovelha negra só pra dispersar o resto do rebanho e fazer você contar todos os carneiros de novo. Insônia idiota!
Tem outras coisas que também fazem uma pessoa pegar no sono, como por exemplo, leite quente e cerveja gelada.
Tenho as duas opções disponíveis, mas o leite vou ter que esquentar… fico com a cerveja que já está gelada.
Mas já tomei dipirona pra dor de cabeça…. Ah! Que se foda… Vou tomar a cerveja. O máximo que pode acontecer é eu ficar doidão e ver carneiros psicodélicos.
Bem, a cerveja não me ajudou a dormir, nem me deixou doidão junto com a dipirona… pelo menos ainda não…
Agora tenho a impressão que fiz mal juízo da ovelha negra, talvez seja a cerveja, mas acho que ela não era a Insônia. Na verdade a Insônia era todos os outros carneiros. Que apareciam para me manter acordado, enquanto os contava feito besta.
A ovelha negra era a salvação. Agora entendi o que recado. Ela atrapalhava de propósito para que eu me tocasse e dissesse algo do tipo: “Aos diabos com esses carneiros, vou dormir que ganho mais!”, e assim pudesse dormir tranquilo.
Espero que a ovelha negra aceite minhas desculpas.
Deixa eu tentar expulsar a Insônia, acho que vou apelar pra uma pílula branca do frasco preto. É minha última salvação por hoje.
Odeio carneiros!
UPDATE: esse texto foi publicado no Civilizados, e todos os comentários devem ser feitos por lá.
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Jack Bauer deveria me temer!
Bah! Aquele Jack Bauer é uma piada. 24 horas é muita moleza. Eu sim que sou um grande herói. A Fox deveria fazer um seriado pra mim. 72 horas. Ou seja eu sou Jack Bauer vezes 3.
Duvido que ele consiga ficar acordado todo esse tempo. Eu fiquei. E o que eu fiz nesse tempo todo de vigília absoluta? Bem, a grande parte desse tempo eu fiquei trabalhando. Foram 50 horas de trabalho intenso. Em 3 dias trabalhei mais do que minha jornada semanal inteira. Quanto as outras 20 horas eu fiz subir minha média diária de posts aqui no blog, expressei meu mau-humor e minha insatisfação com as correntes de mensagens. Ainda fui no Recife antigo tomar uma e depois peguei um vôo REC-GRU.
Falando em vôo, parece que a aviação civil resolveu fazer as pazes comigo. Foi muito estranho. Não teve um problema sequer com meu vôo dessa vez. É isso mesmo: nada de vôo atrasado, nem fila grande pra fazer check-in, check-in esse que foi realizado a tempo, nada de turbulência, e o avião pousando 10 minutos antes do horário previsto. Pra não dizer que nada aconteceu, houve uma mudança no portão de embarque que era o 11 e passou pro 12, mas isso não comprometeu nada. Isso realmente é muito esquisito, todos os meus últimos vôos tem apresentado problemas (eu esqueci de postar no blog sobre a viagem de ida, mas ele foi um dos mais problemáticos). Acho que tem alguém tentando me pregar uma peça.
Antes de terminar quero fazer uma confissão: não foram 72 horas de verdade. Foram só 71, eu dormi uma hora antes de completar as 72. Contei logo, antes que Vaka me dedurasse. Bem… ainda sou mais eu que Jack Bauer!
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