Então queria apenas me manifestar e dizer que nesse maldito país, não existe um político com culhões. Eles preferem a covardia da sessão secreta.
Resumindo: vergonha nacional!
Bom, já faz um tempo que não detalho minhas viagens aéreas, até porque as últimas foram mais do mesmo: todos os vôos atrasados, mas nada além disso. Nada de bizarro ou pitoresco. Mas nesse último sábado precisei viajar novamente para Belo Horizonte. Precisava estar no cliente as 8:00 para iniciar uma migração de SAP onde eu iria acompanhar a parte de AIX no processo. Meu vôo estava marcado para sair de Cumbica às 22:50 do sábado, 09 de junho com previsão de chegada em Confins a meia noite..
Como sábado de manhã tinha rolado um nevoeiro dos brabos na região de Guarulhos, o aeroporto ficou fechado por um bom tempo e acumulou um monte de vôo. Já imaginava que o aeroporto estaria uma confusão, mas não seria algo tão bizarro como os fatos que sucederam, bem ao estilo Mundo Gump. Vamos a eles:
21:20 - Chego em GRU, 1 hora e 20 minutos de antecedência para fazer o check-in. 20 minutos a mais que o recomendado para vôos domésticos. Fui procurar alguém da TAM para saber que fila deveria pegar para o vôo de Belo Horizonte (Confins).
-A fila é essa aí.
-Qual? Essa filona toda?
-É. Essa mesma.
-Mas o vôo sai as 22:50.
-Não se preocupe, o vôo está atrasado e não tem hora pra sair, vai dar tempo. Se por acaso a Infraero marcar o horário e o senhor ainda estiver na fila, nós informaremos e passamos o senhor na frente.
-Fazer o quê então…
E lá vou eu para o fim da fila. Ando, ando, ando um monte e nada do fim da fila aparecer. Já estava perdendo as esperanças de achar o fim da fila, quando finalmente encontrei. Me dei conta que estava exatamente em frente ao balcão da TAM. Sim! Isso mesmo, a fila começava no balcão da TAM, passava por toda a asa B, toda a asa C, chegava em frente ao terminal de embarque 2, e então voltava novamente pela asa C e B, até parar em frente ao balcão da TAM de novo.
Pra quem não conhece o aeroporto de Cumbica, a planta dele é mais ou menos assim, como nesse desenho tosco que fiz. O quadradinho vermelho é o balcão da TAM, a linha tracejada é a fila, e a bolinha azul é o final dela, ou seja, onde comecei minha jornada.
Apenas suspiro, enquanto coloco os fones de ouvido para ouvir uma musiquinha para distrair. Trilha sonora de Borat, o hino do Kazaquistão. Impressionante como a música casava com a situação.
22:20 - Uma hora depois, eu ainda estava na curva em frente ao terminal 2, quando a pilha do meu MP3 Player acaba. Na falta do que fazer acabo fazendo amigos-de-fila. Um casal de agentes de viagem voltando pra casa em Salvador, um meteorolista viajando a trabalho no mesmo vôo do casal, que deveria sair as 22:30, e uma menina voltando pra casa em Porto Alegre num vôo que deveria sair as 23:00. Conversamos dos mais diversos assuntos: meteorologia, servidores unix, viagens, grupos de turistas, muambas, crise da varig, possibilidade de overbooking, desvio de dinheiro pela Internet e outras coisas mais interessantes que a prisão de Paris Hilton.
23:20 - Finalmente estava de volta a asa B. De onde estava dava pra ver o painel com os vôos. O meu constava com saída confirmada para 23:40, ou seja, dentro de 20 minutos. Peço a meus amigos-de-fila para tomarem conta de minha bagagem e guardar meu lugar, enquanto eu procuro alguém da TAM para saber como proceder. Nesse momento lembro que Ford Prefect tem razão ao afirmar que os seres humanos tem o estranho hábito de afirmar o óbvio.
-Opa, amigo. Eu estou no vôo das 22:50 para Belo Horizonte, no painel está informando que tem saída confirmada para as 23:40.
-O vôo está atrasado senhor.
-Que tá atrasado eu já sei, isso é óbvio, já tem quase 1 hora que deveria ter saído. Quero saber se ele vai sair realmente as 23:40 como diz o painel.
-Pode ficar tranquilo que o painel tá errado. Pode aguardar na fila.
00:10 - As luzes indicando a última chamada para meu vôo começam a piscar. Vou perguntar de novo pra alguém, dessa vez alguém do próprio balcão.
- Pode voltar pra fila, o painel está errado.
01:00 - A menina que ia pra Porto Alegre foi atendida. Chega a vez do meteorologista. Então é a vez do casal de agentes de viagem. Pela cara deles a coisa não está bonita. De repente só vejo o marido gritando com a atendente:
-Isso é overbooking! Isso é safadeza! Que falta de respeito.
O meteorologista volta para me falar o que eu já sabia, já que ele iria no mesmo vôo do casal. Eles foram realocados para um vôo que deveria sair as 03:30. A menina de Porto Alegre sumiu, talvez ela teve melhor sorte que a gente e teve que sair as pressas para embarcar.
01:20 - Minha vez de ser atendido. Entrego meus documentos e coloco a bagagem na balança. Informo o destino e a funcionária da TAM começa a procurar minha reserva.
- Não estou achando sua reserva senhor. O senhor não teria o número do e-ticket?
- Não.
- E o localizador?
- Também não. Procure direito. Tente Brito/Fabio ao invés de Oliveira/Fabio.
- Já procurei. Espere um pouco, o sistema caiu.
…
- Voltou, pronto. Achei. Olha, eu só tenho vôo para Belo Horizonte saindo as 06:45, fazendo uma conexão no Galeão no Rio de Janeiro, chegando em Confins as 09:35.
OVERBOOKING! Sim, também fui overbookado.
01:40 - De nada adiantou discutir, dizer que precisaria estar no cliente as 08:00 e coisas do tipo. O melhor que poderia ser feito era pegar um vôo direto de GRU que sairia as 08:25 chegando as 09:30. Disse que só aceitava se já deixasse o check-in feito e que a TAM arcasse com minhas despesas de táxi para voltar para casa e depois voltar pro aeroporto.
02:00 - Enquanto meu check-in era feito e os vouchers de táxi emitidos, um cara no balcão ao lado, muito mais indignado que o restante da fila, subiu no balcão e começou a gritar:
- Fico nessa fila a mais de 3 horas pra você me dizer que meu vôo está lotado? A TAM faz uma sacanagem dessas com todo mundo que tá aqui e você me pede calma? Tapete vermelho é a puta que pariu!
Aplausos tomam conta do saguão.
02:10 - Finalmente pego meu cartão de embarque e os vouchers de táxi para poder voltar pra casa. Antes de sair questiono sobre quanto tempo antes devo chegar apenas para despachar a bagagem.
- O horário de embarque é 7:55, pode chegar uns 10 minutos antes, não precisa pegar fila, é só vir direto no balcão.
Finalmente fui pra casa pra tirar um cochilo até as 06:00.
07:05 - Chego de novo no aeroporto. Não levei a sério esse lance dos 10 minutos. Preferi chegar com 50 antes do provavél embarque. Encontro uma fila de despacho-de-bagagem-para-que-sofreu-overbooking-na-madrugada.
07:35 - Até que o despacho de bagagem levou menos tempo do que eu esperava. Sigo para o embarque, que ainda bem não estava tão conturbado. Apenas um raio-x estava operando. Fiz como sempre faço, tiro tudo do bolso, tiro a mochila, coloco tudo na esteira e passo pelo detector de metais. Dessa vez ele apita.
-Deve ser o cinto. - diz um funcionário da Infraero.
Tiro o cinto e passo de novo. Novo apito.
-Tira o sapato.
Tirei e passei de novo, de meias e segurando as calças com as mão para que não caissem, já com medo do bicho apitar de novo. Eu só tinha mais 2 coisas metálicas para tirar: minha aliança e a calça, que tinha o botão metálico. Seria uma cena bem pitoresca: um cara só de cueca e meias em plena entrada da sala de embarque. Só faltava alguma TV filmando tudo por ali. Mas ainda bem que não precisei tirar mais nada além do sapato.
8:00 - Vejo que o embarque vai atrasar, então vou tomar café da manhã, já que estava sem comer desde as 20:00 da noite anterior. Um pão de queijo fuleiro e uma água mineral quente pelos quais paguei R$5,50. Eu devia chegar no cliente nesse momento.
08:10 - O sistema de som anuncia a mudança do portão de embarque para o portão 1A. Os portões 1A, 1B e 1C são aqueles onde tem que se pegar um ônibus para ir até ao avião que está na casa da porra.
08:20 - Começa o embarque no portão 1A, ao ver a fila do portão 1B vejo a menina que iria pra Porto Alegre, ela vem me cumprimentar e diz que também não escapou do overbooking.
08:50 - Já devidamente acomodado no avião, o piloto informa que ainda teremos que esperar mais um pouco pela decolagem, pois ainda faltavam alguns passageiros que estavam penando no raio-x.
09:30 - 2 ônibus chegam com os outros passageiros que estavam no raio-x.
09:50 - Finalmente o avião decola e felizmente o vôo foi tranquilo, sem turbulências ou portas que se abrem.
11:00 - Pouso em confins. Exatamente 11 horas depois do horário de chegada originalmente previsto. Pego o ônibus que sai do aeroporto, que é longe pra caralho, para o centro de Belo Horizonte. Uma hora depois eu chego no cliente. 4 horas depois do horário que deveria chegar.
De forma resumida foi isso: desrespeito com o cliente, muita gente revoltada, atrasos e um pré strip-tease. Como diria o Bender:
-Ainda vou ter minha companhia aérea, com jogos, bebidas e prostitutas. Quer saber? Esqueça a companhia aérea!
- E aí véi, qual a programação pra esse fim de semana?
- Ainda não sei. Provavelmente fazer questionamentos sobre a minha existência, até o sol raiar na segunda feira, quando então aceitarei cegamente 42 como resposta por não saber fazer a pergunta correta.
- Bacana. Eu ia te chamar para um churrasco, mas isso parece ser bem mais interessante.
- É… é sim!
- Posso ir junto?
- Hummmm… Não!
Pode até parecer engraçado, mas já está muito irritante essa coisa com a aviação civil.
Não vou detalhar nada dessa vez. Mas chegar em Vitória somente as 14:30 quando se deveria estar as 11:00 é foda.
Causa: o atraso do vôo que foi de Salvador pro Rio, onde eu faria conexão pra Vitória. A piada mesmo foi ter embarcado, e depois de 30 minutos dentro do avião ainda em solo, informam que o Rio está com problemas e o vôo só sairia depois de 1:20.
Enfim todo mundo desce, espera… e finalmente depois de 1:20 chamam pro embarque novamente. Dentro do avião avisam que o mesmo é o quarto na fila de espera para decolagens, com intervalo de 10 minutos entre cada uma.
Consequência: perco a conexão no Rio, e sou obrigado a esperar o próximo vôo pra Vitória, que pra variar também sai atrasado.
Próxima vez vou de jegue que vai ser mais rápido.
Cá estou com minhas idas e vindas com meus problemas com a aviação civil… talvez eu acabe criando um blog só pra isso… ou quem sabe pelo menos uma categoria.
Nessa última semana, enfrentei até agora 4 vôos e estou no aguardo de mais um. Todos eles atrasaram, exceto um. Vamos a um resumão da minha sina:
Segunda-feira: São Paulo(CGH) - Vitória: demora no check-in. Vôo sai com atraso de 1 hora.
Sexta-feita: Vitória - São Paulo (CGH) - o check-in já estava feito, mas em Vitória estava chovendo e amarguei nas cadeirinhas desconfortáveis de lá por pelo menos mais 2 horas.
Sábado: São Paulo (CGH) - Curitiba - atraso básico de 1 hora.
Domingo: Curitiba - Brasília (conexão) - Salvador - bem, esse vôo deveria ser realizado somente amanhã, porém devido a alguns acontecimentos em relação as minhas atividades em Curitiba, eu pude antecipar meu vôo para hoje. Saí do cliente por volta das 6:00, e a primeira coisa que fiz assim que cheguei no hotel foi ligar para a Gol para saber se tinha vaga em algum vôo para sair ainda hoje.
Me informaram que tinha um vôo saindo de Curitiba as 8:45, fazendo uma conexão em Brasília. Fiz check-out no hotel sem nem tomar o café da manhã e me mandei pro aeroporto. Troquei o vôo e tcharam: o vôo saiu 10 minutos antecipado. COOL
Cheguei na Terra dos Filhos da Puta (também conhecida como Brasília) e fiquei aguardando meu vôo para Salvador que deveria ter saído as 12:50. Mas só vai sair agora as 13:35, no momento que escrevo esse post. Ao menos o atraso foi pouco.
Queria agradecer a Maçan pelo apoio que me deu nesse tempo de espera aqui em Brasília. Sem a ajuda dele, o tédio seria bem maior.
Agora vou nessa que já está chamando pro embarque.
Só pra finalizar: Brasília pra mim é uma terra de filho da puta e acabou. Ninguém vai me convencer do contrário.
Fui!
Então, lá está ele, com a mão esquerda engessada, entrando na estação localizada no bairro oriental.
De repente se deu conta de que guardava o bilhete no bolso esquerdo. A mão direita não alcançava o bolso esquerdo. E a mão esquerda além de idiota estava imobilizada e nãp conseguia entrar no bolso.
Pensou em entrar em desespero e dormir por lá mesmo. Mas ao invés de se desesperar, resolveu ter uma idéia. Uma idéia não muito boa, diga-se de passagem. Mas mesmo assim era melhor que se desesperar e dormir na estação.
Resolveu pedir ajuda. Iria procurar alguém que trabalhasse no metrô e pedir ajuda para tirar o bilhete do bolso. Achou uma funcionária. Hesitou em pedir ajuda… esse tipo de pedido poderia sujar-lhe a reputação. Mas que reputação? Já estava com a mão engessada e já seria motivos da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, ser motivo de um outro constrangimento seria fichinha. Respirou fundo e foi lá:
- Olha… não me leve a mal não… errr… é que acabei de engessar essa mão esquerda, e é… bem… eu precisava voltar pra casa… e… mas meu bilhete está no bolso esquerdo, e a mão não cabe nele… e… e… então eu não tenho como pegar o bilhete… daí eu… bem… eu… eu… preciso de ajuda pra… pra… pra
pegar o bilhete. Pode fazer esse favor pra mim?
- Hahahahaha! Botar a mão no teu bolso? Tá doido? Botar a mão no bolso é problema. Vai que na hora sai uma cobra, que nem aquelas camêras escondidas do Sílvio Santos? Vou fazer o seguinte: vou liberar a catraca, ai você passa. Mas botar a mão no bolso, nem pensar.
- Puxa! Valeu.
A situação tinha sido bastante embaraçosa… ao menos não precisou pagar a passagem.
De agora em diante a história fica chata… muito chata. Portanto o autor decidiu que não vai ter continuação, e vai pular direto pro epílogo e praquela parte que diz que todos foram felizes para sempre.
Na verdade o epílogo é tão chato, que nem vale a pena fazer um post só pra ele.
O que aconteceu foi que ele virou motivo da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, fez um tratamento com um anti-inflamatório fodão, recebeu um conselho de uma massagista cega, se retou e tirou o gesso antes da hora e a mão voltou a doer, comprou uma tala que era mais confortável que o gesso e pronto.
Viu que era chato?
The End (e é o fim mesmo!)
Jogarei damas e gamão.
Reclamarei do tempo e da juventude.
Pegarei filas preferencias no banco e no supermercado.
Dormirei cedo, depois do jornal nacional.
Tomarei remédios…
Pro coração, pro reumatismo, pra pressão, pra depressão.
Falarei que no meu tempo as coisas eram melhores.
Inventarei histórias heróicas para fugir de um passado medíocre.
Cansei dessa vida moderna.
Agora, onde está a minha sopa?
Tudo começou quando não conseguiu desligar uma tomada da parede. Mentira. Tinha começado umas duas semanas antes. Mas a tomada foi a gota d’água, não dava mais para adiar. Tinha que ir ao médico ver que diabos acontecia com sua mão esquerda… Esquisito um cara destro reclamar de dores na sua mão débil.
Não que a outra mão tivesse toda a destreza do mundo, mas pelo menos era mais destra que a outra, e desenvolvia muito mais atividades manuais que a canhota, portanto mais suscetível a dar um xilique e doer quando fosse desligar uma tomada.
Mas é óbvio, tinha que ser a mão mais idiota. O que realmente aconteceu ele não sabia. Podia ter dormido por cima da mão, ou ainda tê-la forçado a fazer um esforço maior que o devido. A hipótese de uma punheta estava completamente descartada… a mão era débil demais para isso.
Continuando, ele finalmente foi ao médico ver que diabos tinha na mão:
- Olha dotô, meu problema na verdade são dois. Minha mão esquerda e meu pé direito.
- Vamos começar pela mão. Você é canhoto?
- Não sou destro… e nem vem com a piadinha da punheta mal-batida que acabou acertando a pia, se tiver que engessar essa porra vou ouvir essa merda amanhã o dia todo saindo da boca de sujeitos tão engraçados quanto uma música de Haendel.
- Hein? Não entendi…
- Deixa pra lá… mas é o seguinte: a mão tá doendo… o pulso pra ser mais exato. Dói quando movimenta.
- Ihhhhh meu filho… isso é enconsto.
- Encosto? Mais que diabos de ortopedista é você? Parece mais um pai de santo…
- Ah! Foi mal. Seu problema é tendite. Passe no cara do gesso, bote uma tala e tome esse anti-inflamatório ninja.
- Mas e meu pé?
- Ah é… engessa ele também e toma o anti-inflamatório.
- Vou engessar só a mão mesmo. Valeu!
Então nosso herói (?) foi visitar o cara do gesso… ganhou uma mão engessada e foi pro metrô pra voltar pra casa.
(toca o tema do Robô Gigante a aparece na tela: To be continued…)
A voz fala, não para um minuto qualquer. Apenas por alguns intervalos de poucos segundos para um copo d’água ou uma borrifada de própolis. A propósito: coisa de zé mané hipocondríaco andar com um frasco de propólis no bolso.
E os pés ainda doem.
Pausa pro almoço. Saco vazio não para em pé. Pelo menos é o que diz o ditado. Mas o que são velhos ditados comparados com a indústria farmacêutica moderna?
Hora de voltar a castigar os pés.
A voz também cansou. Mesmo assim ela não para. Repete tudo que havia sido dito antes. Um gravador cairia bem.
Parece que agora será uma hora feliz. Puro engano, antes da felicidade vem o flagelo da volta. E os pés doem ainda mais.
Os pés se animam, estão perto de se verem livres e terem um merecido descanso. A doce ilusão caí como um castelo de cartas atingido por um peteleco. O descanso foi adiado. Coisas ficaram pendentes. Sorte da voz que agora não tinha nada a ver com o caso.
E os pés praticamente gritam. Nessa horas os pés queriam ser a voz. Mas tinham que continuar. E foram.
Depois voltaram. Agora sim chegara a hora da calmaria. Mas não… tinha que querer dar mais uma volta antes. É só pra olhar… desculpinha mais esfarrapada.
De repente o impulso, e foi… deveria ter sido uma coisa legal.
Enfim os pés se libertam. Mas agora é tarde. Não tem desculpa, nem perdão. Apenas o frio.