DJ não fala (ou deveria ficar calado enquanto toca)
Esse final de semana saà com Maçan e Andressa, e diferentemente da última vez que saà com esses dois, não teve a apresentação do grande show “Le Feu dans le Derrière“.
Naquela noite o destino era parcialmente incerto. Só sabÃamos que seria um lugar que tivesse espaço pra dançar e que estivesse localizado nas cercanias de Santo André.
Seguimos então para a rua das Figueiras, que fica numa área onde todas as ruas têm nomes de pés de frutas.
Então paramos em lugar que nos parecia ser o mais legal entre os que tinha na rua. Infelizmente (ou felizmente… vai saber) eu não me lembro do nome do lugar. Uma coisa interessante de lá é que te dão a liberdade de escolher entre pagar entrada ou pagar consumação. Como sei que não sou muito de me comportar, optei pela consumação.
Outra coisa que achei muito bacana, e essa eu achei bacana de verdade, foi o cardápio do lugar. Ao invés daqueles cardápios chatos e sem graça que tem em tudo que é budega, o de lá era um disco de vinil. Um disco de vinil de verdade. No lado A ficavam as bebidas e no lado B as comidas. Ou o contrário. Os preços ficavam na faixa das casas noturnas daqui de São Paulo. Acho que eram ligeiramente mais baratos.
A pista de dança também era legal, tinha uma acústica boa, era acessÃvel por uma porta giratória para impedir que o som escapasse pro lounge e não estava socada de gente. Dava até pra abrir os braços lá dentro.
É… tinha tudo pra ser um lugar bacana.
Na hora que entramos na pista de dança, estava tocando música eletrônica. Ok, não é meu estilo favorito, mas tem algumas coisas que acho legais e tocou algumas músicas que eu até conhecia. Então trocou o DJ… primeiro erro: parar o som para anunciar o novo DJ, que foi apresentado como um especialista em Black Music. Pensei: “Oba! Talvez role um tributo a James Brown, pra compensar essa cagada”.
Puro, mas purÃssimo engano. O que começou a tocar era completamente estranho aos meus ouvidos. Fiquei questionando que tipo de Black Music era aquele. Não era Soul, nem Jazz, nem Blues, nem R&B e acho que nem Hip Hop, que apesar de não gostar eu sei identificar. Olhei em volta e as pessoas dançavam e cantavam aquela música estranha e ruim. “What the porra está acontecendo aqui? Será que sou o único que não conhece esse barulho que esse cara-que-se-autointula-DJ-especialista-em-Black-Music chama de música?”
E pra piorar as coisas, de tempos em tempos soava uma buzina de ar, sem propósito nenhum, a não ser irritar as pessoas. Ao menos me irritava, não sei quanto aos outros presentes.
Mas o ponto culminante foi na hora que o DJ pediu (ele já tinha parado o som para falar besteiras outras vezes) para que quem tivesse isqueiro acendesse, caso não tivesse um, poderia ser com o celular mesmo. E o pior de tudo, as pessoas fizeram isso. Nossa… aquilo foi muito patético. Não dava pra continuar mais por ali e voltei pro lounge para observar as pessoas.
Não tive muito trabalho com isso não. Bastava eu escolher uma pessoa qualquer para observar e pronto, já teria observado todos os demais. Parecia que todo mundo tinha saÃdo da mesma forma, só mudava a cor da roupa. Sim… era uma lugar de “gente bonita”, do tipo que fica procurando senha da globo.com para assistir o bbb7.
Mas no final das contas foi uma noite bem divertida, pois eu estava na companhia de pessoas legais.
Pra finalizar deixo uma pergunta: caipirosca ou petit gatêau?
PS: provalmente passe um tempo sem postar, pois essa semana estarei no Rio de Janeiro a trabalho, em seguida irei para Salvador me casar com Jana, e de lá rumarei para Maceió para lua de mel, depois aproveitarei minhas férias para visitar minha famÃlia em Jacobina. Então não contem com nenhum post até depois do carnaval. Vou tentar fazer o possÃvel para não ficar tanto tempo sem postar. Mas já deixo o aviso.
Tags: abc, casamento, cerveja, drogas, musica, noite, revolta, sacanagem, são-paulo
22.Jan.07
Aterro Sanitário, Rock'n'Roll, É um mundo bizarro, baby
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