Depois de passar mais de um mês sem dar as caras, Ulisses finalmente fecha a conta do analista, e para alegria dos seus 3 fãs resolve mostrar seu passado para todos.
Uma aventura de Ulisses versão teen!
Leia lá no Vi da Privada: Uma mente humilhante.
Eram três: Danilo, Frederico e Ulisses, também conhecidos como Cirilo,
da Lua e Ulisses. O Pedreira ainda não existia até esse ponto e Ulisses
era apenas Ulisses. Esse era o trio que sempre tirava a melhor nota nas
feiras de ciências, mas que ninguém fazia questão de chamar para as
festas.
Promoção “Eu também sou Ulisses!”
E então? Você se acha tão loser quanto Ulisses? Essa é a sua chance de mostrar ao mundo que o fundo do poço não é fundo o bastante.
Como participo?
Isso é muito fácil e não requer prática e tampouco habilidade. Basta me contar um pouco da sua triste história e, se eu gostar, te imortalizo no papel de Ulisses.
Eu sei que é constrangedor contar essas coisas para os outros, mas você pode dizer que aconteceu com outra pessoa, como por exemplo o amigo do seu primo.
O que eu ganho com isso?
Nada.
Sério? Eu te ajudo com idéias pro seu personagem e não ganho nada?
Sim!
Na verdade você vai ganhar a imortalidade (metaforicamente), e um sincero muito obrigado de minha parte por ter contribuído. Posso dar um tapinha nas costas também caso a gente se encontre ao vivo.
Ah! Mas eu queria um bonequinho do Ulisses… Mas deixa pra lá. Como faço pra contar minhas aventuras?
Peraí.. eu só pedi idéias e não a história de sua vida. Opa… pedi sim.
Seguinte: faça um relatozinho bonitinho, contando suas peripécias losers, seu comportamento, o comportamento dos outros em relação a você, a idade que você tinha na época, essas coisas, depois mande pro meu email.
Se eu gostar (isso é: ter uma crise de riso), eu pego o seu relato, tento torná-lo mais loser ainda, e dou o papel para Ulisses.
A propósito: não existe bonequinho do Ulisses.
Pois é. Pra variar, Ulisses tá atrasado de novo. Não é nada fácil publicar uma aventura nova toda sexta. Ainda mais quando as idéias começam a ficar escassas.
Tô pensando seriamente em fazer um concurso para conseguir umas idéias.
Enquanto o regulamento do concurso não sai, vá lendo Um dia de Glória. Você sabe onde… lá no Vi da Privada, no Selva.
Mais uma vez o nosso amigo loser apronta das suas. E dessa vez tudo se passa no mundo virtual do Second Life.
Fazia frio. Muito frio. Um frio do caralho… Lá estava Ulisses, em casa, trajando um pijama azul-calcinha velho em frente ao computador enquanto tomava um chá de boldo.
Não perca o mais novo episódio. Quase mulher nota 1000, no Vi da Privada, graças ao Selva.
Yeah! O loser mais adorado (como amigo, é claro) de todo o universo bloguístico está de volta.
Dessa vez Ulisses mostra que o poço é bem mais fundo do que a vista alcança e vai numa festa… em outra cidade… sozinho.
Por uma vida menos badalada, lá no Vi da Privada, diretamente do Selva.
Final de semana. Lá estava Ulisses enfurnado em um hotel em uma outra cidade. Tinha viajado a trabalho e não conhecia ninguém naquele maldito lugar.
Falta pouco para virar uma tradição de acordo com a escala PsychoPenguiana das idéias. Já está no estágio de tendência. Odisséia de Ulisses no Vi da Privada, lá no Selva.
Quão insteressante podem ser as relações pessoais num ambiente de trabalho? Até onde vai o profissional e onde começa o pessoal?
Descubra com Ulisses, e tire suas próprias conclusões.
Depois de ter perdido seu muito persistente cabaço, Ulisses infelizmente tem que voltar para sua vidinha medíocre. Isto é: acordar cedo na segunda e ir trabalhar.
Dois homens e um grande feito, você sabe onde.
O que é mais importante?
Um livro de Erich von Däniken ou dar uma?
Ulisses pode te responder a essa pergunta e dizer se realmente eram os deuses astronautas.
Depois do fracasso em seu encontro amoroso, Ulisses fica mais uns 15 minutos deitado na cama e resolve sair até o centro da cidade atrás de um livro de Erich von Däniken.
O Amor Custa R$50,00 (taxa de serviço não inclusa), no Vi da Privada, lá na Selva.
Não… não é nada de astronomia.
Conheça o local onde nem todas as estrelas são cowboys.
All Star Life Game, direto do Vi da Privada.
(sim, esse post foi uma auto-promoção descarada no meu blog no Selva.)
- E aí véi, qual a programação pra esse fim de semana?
- Ainda não sei. Provavelmente fazer questionamentos sobre a minha existência, até o sol raiar na segunda feira, quando então aceitarei cegamente 42 como resposta por não saber fazer a pergunta correta.
- Bacana. Eu ia te chamar para um churrasco, mas isso parece ser bem mais interessante.
- É… é sim!
- Posso ir junto?
- Hummmm… Não!
- Vai pro Inferno! - ela falou.
- Não sei… tô sem saco. - ele respondeu.
- Então tá… você quem sabe. Vou dormir. Fui.
Pensou um pouco, e resolveu ir pro Inferno. Saiu de casa e foi pegar o trem que
o levaria até lá.
Na estação ouve a voz feminina-metálica que diz: “As transferências de linha só
são garantidas para embarques até a meia-noite”. Olhou no relógio… ainda faltavam quinze.
O trem chegou. E ele partiu rumo ao Inferno. Precisou trocar de linha por duas vezes. E a cada mudança os seres ao redor passavam a ficar mais estranhos.
Enfim, chegou na estação final. O Inferno ainda ficava longe… teria uma grande caminhada pela frente. Cogitou em pegar um táxi, afinal os taxistas sabem de tudo o que se passa no caminho para o Inferno. Taxista sabe viver. Desistiu ao lembrar que tinha pouco dinheiro. Foi andando.
A fauna ficava cada vez mais estranha.
Alguém com os cabelos para cima tentava cantarolar algo parecido com Sex Pistols, enquanto outro ser de terno cinza, gravata amarela e um livro preto embaixo do braço dizia que o fim estava próximo, e que um outro cara voltaria para salvar todo mundo.
Se perguntou para onde o cara que voltaria teria ido… talvez comprar cigarros. Preferiu deixar pra lá, queria chegar no Inferno.
Alguém lhe aborda no caminho:
- A fim de uma orgia, amigo?
- Não obrigado.
- Um showzinho erótico então?
- Não. Apenas quero chegar no Inferno. Obrigado.
- Até logo.
Teve vontade de mijar, mas não parou. Continuou andando. Chegou no Inferno. Não tinha nada dizendo que ali era o Inferno, mas sabia que era. O Inferno ficava ao lado de uma padaria. Aproveitou pra mijar antes de entrar. Usou o banheiro da padaria.
Enfim, entrou pro Inferno. Lá tocava rock, que é a música do diabo. O Inferno era um lugar agradável.
Estranhamente ninguém o notou. Pensou se era um fantasma ou algo do tipo. Ou então os outros que eram fantasmas ou algo do tipo.
Ficou por lá até ficar entediado. Então resolveu ir embora.
No caminho ouve uma voz grave dizer:
- A fim de uma mulher diferente bonitão?
Fez que não era com ele e foi andando. Andou mais…
- Do you speak english?
- Yes, but my english is not so good.
- Please, help me. I’ve been robbed. I need directions for my consulate.
- Sorry… I can’t help you.
Leu um pensamento que dizia: “Motherfucker!”.
Seguiu adiante e imaginou se não teria sido a mulher diferente que tinha pego as coisas do aventureiro estrangeiro.
Chegou na estação. Pegou o trem. Chegou em casa. Dormiu. Acordou. Falou com ela:
- Acabei indo pro Inferno ontem.
- E aí?
- É legal, um dia te levo lá.
- E achou a Diabona lá?
- Não sei. Talvez sim. Eu não sei reconhecê-la.
- É fácil. Ela é gostosa e nariguda.
- Tinham várias narigudas lá.
Após engessar a mão, nosso herói segue para o metrô e assim poder retornar pra casa.
Então, lá está ele, com a mão esquerda engessada, entrando na estação localizada no bairro oriental.
De repente se deu conta de que guardava o bilhete no bolso esquerdo. A mão direita não alcançava o bolso esquerdo. E a mão esquerda além de idiota estava imobilizada e nãp conseguia entrar no bolso.
Pensou em entrar em desespero e dormir por lá mesmo. Mas ao invés de se desesperar, resolveu ter uma idéia. Uma idéia não muito boa, diga-se de passagem. Mas mesmo assim era melhor que se desesperar e dormir na estação.
Resolveu pedir ajuda. Iria procurar alguém que trabalhasse no metrô e pedir ajuda para tirar o bilhete do bolso. Achou uma funcionária. Hesitou em pedir ajuda… esse tipo de pedido poderia sujar-lhe a reputação. Mas que reputação? Já estava com a mão engessada e já seria motivos da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, ser motivo de um outro constrangimento seria fichinha. Respirou fundo e foi lá:
- Olha… não me leve a mal não… errr… é que acabei de engessar essa mão esquerda, e é… bem… eu precisava voltar pra casa… e… mas meu bilhete está no bolso esquerdo, e a mão não cabe nele… e… e… então eu não tenho como pegar o bilhete… daí eu… bem… eu… eu… preciso de ajuda pra… pra… pra
pegar o bilhete. Pode fazer esse favor pra mim?
- Hahahahaha! Botar a mão no teu bolso? Tá doido? Botar a mão no bolso é problema. Vai que na hora sai uma cobra, que nem aquelas camêras escondidas do Sílvio Santos? Vou fazer o seguinte: vou liberar a catraca, ai você passa. Mas botar a mão no bolso, nem pensar.
- Puxa! Valeu.
A situação tinha sido bastante embaraçosa… ao menos não precisou pagar a passagem.
De agora em diante a história fica chata… muito chata. Portanto o autor decidiu que não vai ter continuação, e vai pular direto pro epílogo e praquela parte que diz que todos foram felizes para sempre.
Na verdade o epílogo é tão chato, que nem vale a pena fazer um post só pra ele.
O que aconteceu foi que ele virou motivo da velha-piada-da-punheta-com-a-mão-errada-e-acerta-a-pia, fez um tratamento com um anti-inflamatório fodão, recebeu um conselho de uma massagista cega, se retou e tirou o gesso antes da hora e a mão voltou a doer, comprou uma tala que era mais confortável que o gesso e pronto.
Viu que era chato?
The End (e é o fim mesmo!)