Archive for January, 2007

DJ não fala (ou deveria ficar calado enquanto toca)

Esse final de semana saí com Maçan e Andressa, e diferentemente da última vez que saí com esses dois, não teve a apresentação do grande show “Le Feu dans le Derrière“.

Naquela noite o destino era parcialmente incerto. Só sabíamos que seria um lugar que tivesse espaço pra dançar e que estivesse localizado nas cercanias de Santo André.

Seguimos então para a rua das Figueiras, que fica numa área onde todas as ruas têm nomes de pés de frutas.

Então paramos em lugar que nos parecia ser o mais legal entre os que tinha na rua. Infelizmente (ou felizmente… vai saber) eu não me lembro do nome do lugar. Uma coisa interessante de lá é que te dão a liberdade de escolher entre pagar entrada ou pagar consumação. Como sei que não sou muito de me comportar, optei pela consumação.

Outra coisa que achei muito bacana, e essa eu achei bacana de verdade, foi o cardápio do lugar. Ao invés daqueles cardápios chatos e sem graça que tem em tudo que é budega, o de lá era um disco de vinil. Um disco de vinil de verdade. No lado A ficavam as bebidas e no lado B as comidas. Ou o contrário. Os preços ficavam na faixa das casas noturnas daqui de São Paulo. Acho que eram ligeiramente mais baratos.

A pista de dança também era legal, tinha uma acústica boa, era acessível por uma porta giratória para impedir que o som escapasse pro lounge e não estava socada de gente. Dava até pra abrir os braços lá dentro.

É… tinha tudo pra ser um lugar bacana.

Na hora que entramos na pista de dança, estava tocando música eletrônica. Ok, não é meu estilo favorito, mas tem algumas coisas que acho legais e tocou algumas músicas que eu até conhecia. Então trocou o DJ… primeiro erro: parar o som para anunciar o novo DJ, que foi apresentado como um especialista em Black Music. Pensei: “Oba! Talvez role um tributo a James Brown, pra compensar essa cagada”.

Puro, mas puríssimo engano. O que começou a tocar era completamente estranho aos meus ouvidos. Fiquei questionando que tipo de Black Music era aquele. Não era Soul, nem Jazz, nem Blues, nem R&B e acho que nem Hip Hop, que apesar de não gostar eu sei identificar. Olhei em volta e as pessoas dançavam e cantavam aquela música estranha e ruim. “What the porra está acontecendo aqui? Será que sou o único que não conhece esse barulho que esse cara-que-se-autointula-DJ-especialista-em-Black-Music chama de música?”

E pra piorar as coisas, de tempos em tempos soava uma buzina de ar, sem propósito nenhum, a não ser irritar as pessoas. Ao menos me irritava, não sei quanto aos outros presentes.

Mas o ponto culminante foi na hora que o DJ pediu (ele já tinha parado o som para falar besteiras outras vezes) para que quem tivesse isqueiro acendesse, caso não tivesse um, poderia ser com o celular mesmo. E o pior de tudo, as pessoas fizeram isso. Nossa… aquilo foi muito patético. Não dava pra continuar mais por ali e voltei pro lounge para observar as pessoas.

Não tive muito trabalho com isso não. Bastava eu escolher uma pessoa qualquer para observar e pronto, já teria observado todos os demais. Parecia que todo mundo tinha saído da mesma forma, só mudava a cor da roupa. Sim… era uma lugar de “gente bonita”, do tipo que fica procurando senha da globo.com para assistir o bbb7.
Mas no final das contas foi uma noite bem divertida, pois eu estava na companhia de pessoas legais.

Pra finalizar deixo uma pergunta: caipirosca ou petit gatêau? ;)

PS: provalmente passe um tempo sem postar, pois essa semana estarei no Rio de Janeiro a trabalho, em seguida irei para Salvador me casar com Jana, e de lá rumarei para Maceió para lua de mel, depois aproveitarei minhas férias para visitar minha família em Jacobina. Então não contem com nenhum post até depois do carnaval. Vou tentar fazer o possível para não ficar tanto tempo sem postar. Mas já deixo o aviso. :D

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 22/01/2007 at 04:10

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O Blu-ray é o novo Betamax

Primeiro video-cassete BetamaxLembram do grande embate que ocorreu no início dos anos 80 para definir qual seria o padrão de fato no ramo do video doméstico? Quem tem mais de 25 deve lembrar.

Sim! Estou falando da grande batalha Betamax x VHS, na qual o VHS aplicou um “FINISH HIM” no oponente.

E o que levou o VHS, mesmo sendo tecnicamente inferior, a ganhar essa luta? Basicamente foram dois motivos. Um deles foi o custo mais baixo. O outro, e esse realmente foi matador, foi a adoção em massa do VHS pela indústria de vídeos de entretenimento adulto, também conhecida como produtoras de filme de sacanagem.

Aliás, esse não é o único caso que a pornografia impulsiona a tecnologia. Se voltarmos a um tempo em que eu e você não éramos nascidos, aliás, nem seu avô era nascido ainda… talvez seu bisavô, mas acho que nem ele. Eu não sei precisar exatamente quando esse fato aconteceu, mas isso é de um tempo em que pornografia só era encontrada em casas especializadas. Essas casas ainda hoje são conhecidas como casas de burlesco, cabarés, bregas, inferninhos, puteiros e outros nomes dados pela cultura popular.

Naquela época um senhor distinto e gozador de bastante prestígio social, como um juiz ou sacerdote, corria sérios riscos ao frequentar uma casa desse tipo. Além do risco de serem agredidos fisicamente por algum bêbado presente no local (e ter que inventar desculpas esfarrapadas para a esposa depois), tinha o risco de encontrar com alguma outra figura conhecida como o diretor da escola de seu filho (“Eu só entrei para perguntar como se sai daquele lugar” – Seymour Skinner), e ter sua reputação e sua moral completamente arruinadas.

Então um operário de uma gráfica descobre que a prensa com a qual ele trabalhava não servia apenas para imprimir bíblias. A partir daí, o senhor distinto não precisaria mais frequentar as casas especializadas. Ele agora teria pornografia (mesmo que ainda bastante rudimentar) no formato de folhetins, que poderiam ser consumidos no aconchego de seu gabinete de leitura. E assim nasceu a indústria de revistas de “mulé nua”, e com isso popularizando a mídia impressa.

Com a Internet foi a mesma coisa. A compra de revistas de mulé nua em bancas ainda era coisa arriscada para a moral de senhores distintos mais modernos. Então surgiu a Internet e fez com que a pornografia fosse entregue direto para o Home Office (versão moderna do gabinete de leitura) do senhor distinto. Sem intermediários. Os preços dos provedores cairam, inclusive surgiram alguns gratuitos, o povão passou a se conectar, então surgiu a banda larga, que se popularizou também graças a pornografia. Essa é tão simples de explicar quanto conta de padeiro: maior velocidade, menos tempo para baixar sacanagem.

Mas voltemos aos padrões de vídeo. Na época do Betamax x VHS, a Sony (responsável pelo Betamax), não queria que o seu padrão fosse usado para fins, digamos assim… imorais. Ou seja, que fosse voltado para senhores distintos desprovidos de qualquer perversão e suas imaculadas famílias.

Não deu outra: a indústria de filmes de putaria, que já produziam conteúdos para telonas (também conhecidos como cinemas do centro da cidade), queria entrar (no sentido comercial) nas telinhas também, acabou abraçando (talvez por trás) o padrão VHS, para então fazer a felicidade dos senhores distintos que buscavam uma sacanagenzinha doméstica além das revistas de mulé nua.

Então os senhores distintos começaram a comprar video-cassetes VHS, que foram barateando até caírem no gosto e no bolso do povão. Matando assim o Betamax, que mesmo com melhor qualidade, não podia oferecer o que o povão queria.

Agora a briga é entre o Blu-ray e o HD DVD. Mais uma vez a Sony diz que não gostaria que o seu padrão (o Blu-ray) fosse usado para fins imorais. Isso é de se espantar, afinal a Sony é uma empresa japonesa, e os japas não são os sujeitos mais puritanos do mundo, afinal de contas o Boong-Ga Boong-Ga surgiu lá no Japão.

Recentemente na CES (Consumer Eletronic Show) desse ano a indústria de entretenimento adulto declarou que vai produzir seu contéudo voltado para o HD DVD (que é tecnicamente inferior que o Blu-ray, porém mais barato), dessa forma gozando na cara (tendência muito em voga nos filmes de sacanagem atuais) da Sony.

E então, Blu-ray vai ser o Betamax do futuro e sucumbirá diante do HD DVD assim como o Betamax sucumbiu diante do VHS? Se depender dos senhores distintos que comprarão (ou já compraram) HD DVD players, a resposta é sim.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 14/01/2007 at 03:25

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É tudo verdade… deu até no jornal

Esses dias todo mundo não fala de outra coisa: sexo na praia, Youtube, Cicarelli e censura na Internet.

Parece que nem o Big Brother Brasil, que essa semana estreou uma velha-nova versão na televisão, tem atraído os holofotes do povão.

Mal se vê gente pedindo senha da globo.com para assistir o BBB7.

O bloqueio ao Youtube já acabou, para infelicidade geral da Brasil Telecom e da Telefônica, que tiveram banda sobrando em seus links esses dias. O juiz reponsável por essa decisão acabou voltando atrás. Isso mostra que juízes não são pessoas de palavra e são motivados por motivos excusos e acabam depois desfazendo tudo para não ficar mal na fita. Aposto que se fosse o juiz Snyder nada disso teria acontecido.

Agora, depois disso tudo vem Daniela Cicarelli dizer que não tem nada a ver com o fato e que tudo é culpa do cara que a comeu em águas espanholas.

Graças a tudo isso, surgiu uma campanha de boicote a Cicarelli, porém não faço a menor idéia de como esse boicote será feito. A única coisa que sei dela é que tem um programa na MTV, do qual eu não consigo assistir mais do que 2 minutos (tempo necessário para revirar a casa procurando o controle remoto).

Então me pergunto se o boicote seria a esse programa. Acho bem improvável, pois acredito que ninguém gozando da plenitude de suas faculdades mentais consiga assistir aquilo. Aliás, quem consegue assistir a programação atual da MTV deve ter sérios problemas mentais. Precisa ser muito retardado para dar audiência pra eles no momento.

Nem os clipes da madrugada se salvam. Eles fazem questão de “debiloidar” a coisa, colocando aqueles comparativos que dizem se um nome combina com outro ou não.

Nesse caso realmente não se tem o que boicotar, então não tenho como entrar na campanha. É muito vaga.

E que disso tudo fique uma grande lição: nada de sexo na praia. Agora existem mais coisas para se preocupar do que a areia que invariavelmente acaba entr… err… deixa pra lá. ;)

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 12/01/2007 at 04:15

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Sayonara, Momofuku san

miojo.jpgMorre Momofuku Ando, na vésperas de seus 96 anos.

Pra quem não sabe, Momofuku Ando foi o grande gênio por trás do macarrão instantâneo, uma invenção que ajudou muitas pessoas em momentos em que a fome apertava.

Sua invenção, também conhecida aqui no Brasil como miojo, foi de grande valia para mim na época que era apenas um pseudo-estudante universitário na capital sergipana.

Baixo custo e preparo fácil. Esse era o segredo. Com menos de 50 centavos (isso na época, no finalzinho do século passado), e um pouco de água quente (obtida graças a cafeteira do trabalho-casa), eu conseguia ter uma refeição razoável.

Muito obrigado por tudo, mestre Momofuku.

Be the first to comment - What do you think?  Posted by psychopenguin - 06/01/2007 at 13:41

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