Enfim, só lhe restava chamar Chuck Norris e o Diabo. Mas desistiu da idéia, afinal tem uma lenda que diz que Chuck ganhou, do Diabo diga-se de passagem, com apenas um par de 6, uma tampa e margarina e um cartão de saída livre da prisão do banco imobiliário. A propósito: o Diabo tinha 4 ases.
Achou melhor deixar esse negócio de poker pra lá. Uma festinha playground seria mais interessante. A festa não estava estranha, nem com gente esquisita. Tinha algo diferente no ar. Não era a mesma coisa.
Continuava divertida, como no playground antigo… mas algo havia mudado. Talvez tudo continuasse a mesma coisa. Mas não, tudo lhe parecia estranho. Fora convidado a tocar numa próxima festa, bastava avisar que estaria presente na cidade quando ela ocorresse. Ficou feliz, e se sentiu uma celebridade. Não era só isso que estava diferente.
Seria a garotinha emo-like que outrora ficava pelos cantos, sempre com as pessoas mais diferentes possíveis e agora estava quieta? Ou seria a sequência tosca rick-martin-back-street-boys que uma djéia inventou de lançar? Ao menos a cerveja estava gelada.
Olhou novamente para a garotinha emo-like, e dessa vez não teve vontade de comê-la. Devia ter perdido o encanto. Talvez na verdade nunca houve encanto nenhum. Sua cerveja havia acabado.
Foi para o bar. Pediu outra cerveja. Ótimo, estava tão gelada quanto a primeira. Isso lhe deixou feliz. Precisava de cigarros. Não tinha sua marca favorita, mas o barman disse que poderia comprar na banca ao lado. Definitivamente concluiu que barpeople são pessoas legais.
E ficou sentado, assistindo as pessoas de sempre, que já não eram as pessoas de sempre, dançarem. Tocava algo de uma banda que um dia foi chamada de alternativa. É… o poker teria sido mais proveitoso. Mas não tinha com quem jogar. Pensou: “Hummm… Paciência!”.
Havia virado um cara lado B.
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